quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Uma das razões/poemas porque gosto de Emily Dickinson
My noon had come, to dine;
I, trembling, drew the table near,
And touched the curious wine.
'Twas this on tables I had seen,
When turning, hungry, lone,
I looked in windows, for the wealth
I could not hope to own.
I did not know the ample bread,
'Twas so unlike the crumb
The birds and I had often shared
In Nature's dining-room.
The plenty hurt me, 'twas so new.
Myself felt ill and odd,
As berry of a mountain bush
Transplanted to the road.
Nor was I hungry; so I found
That hunger was a way
Of persons outside windows,
The entering takes away.
Agradecimentos
- À Maria Josefa Paias, do Direito e Avesso, por considerar que este blogue "is just perfect to learn something every day". Por ser péssima a tomar decisões não consigo escolher facilmente novos alvos para os prémios. Mas todos os blogues que sigo, uns por umas razões, outros por outras, poderiam recebê-los.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Reflexo
Uma questão de uniformização de linguagem
Uma questão de pormenor mas que poderia ser entendida como a atribuição de diferentes significados valorativos às duas linhas.
De há uns meses para cá uniformizou-se a linguagem e utiliza-se a expressão “comboio suburbano” nas duas situações. Eu teria preferido a outra hipótese (Linha de Sintra e Linha de Cascais). Não porque considere que a palavra suburbano seja depreciativa mas porque individualizava as linhas e facilitava a sua identificação por quem, não sendo de Lisboa, ou mesmo de Portugal, não conhece estas ligações. Opções.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
"Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe"
Capitão Romance e os Clã/Vozes da Rádio
domingo, 25 de outubro de 2009
Vamos...Andando
Sobre o filme podemos ler este texto.
Eu queria só acrescentar que, entre a família ou noutros grupos, lembramo-nos sempre quando já é demasiado tarde.
sábado, 24 de outubro de 2009
Maré Alta
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O homem mais feio de Itália!
Berlusconi é um homem feio, muito feio, que usa o seu poder de uma forma tão torpe que não compreendo como os italianos insistem na sua eleição.
Um ponto de cor
terça-feira, 20 de outubro de 2009
"Afinal havia outra..."
Duas notícias e um cartaz
Imagem vista pela primeira vez aquisegunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Uma das razões/poemas porque gosto de Sylvia Plath
I am vertical
But I would rather be horizontal.
I am not a tree with my root in the soil
Sucking up minerals and motherly love
So that each March I may gleam into leaf,
Nor am I the beauty of a garden bed
Attracting my share of Ahs and spectacularly painted,
Unknowing I must soon unpetal.
Compared with me, a tree is immortal
And a flower-head not tall, but more startling,
And I want the one's longevity and the other's daring.
Tonight, in the infinitesimal light of the stars,
The trees and flowers have been strewing their cool odors.
I walk among them, but none of them are noticing.
Sometimes I think that when I am sleeping
I must most perfectly resemble them-
Thoughts gone dim.
It is more natural to me, lying down.
Then the sky and I are in open conversation,
And I shall be useful when I lie down finally:
Then the trees may touch me for once, and the flowers have time for me.
Legendary Tigerman – Aditamento
É como se estivéssemos a ouvir um disco antigo e moderno ao mesmo tempo. Se isto é uma aproximação ao universo feminino, que bom fazer parte desse universo… e que bom ter um Tigerman lá dentro.
Legendary Tiger Man "Life Aint Enough For You"
Antena 3MySpace Music Videos
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Democracias Imperfeitas ou as descrenças de Vasco Graça Moura
No entanto, se, no que diz respeito às suas posições sobre o Acordo Ortográfico, até concordo, de forma geral, com o que defende, não posso deixar de expressar o meu repúdio pela forma como tem manifestado as suas opiniões sobre os resultados das últimas eleições legislativas.
De facto, nos seus artigos do DN e hoje, em declarações à TSF, VGM excede-se bastante ao pôr em causa os eleitores que, no dia 27, ao votarem, o fizeram em maior número no PS que, por isso, deverá formar governo, comparando-os até aos que, em 1932, elegeram Hitler.
Todos concordamos com a frase de Winston Churchill “a democracia é o pior de todos os sistemas à excepção de todos os outros” e todos sabemos que, nem sempre as escolhas feitas em determinada altura, se revelam as mais acertadas. Mas é exactamente para isso que existem diversos mecanismos, nomeadamente um fundamental que é a convocação de novas eleições, caso tal se revele necessário. O Presidente da República poderá sempre tomar essa decisão. Não seria aliás a primeira vez. Mas, provavelmente, para VGM, essa não poderá ser a decisão pois seriam novamente os “analfabetos políticos” a pronunciarem-se.
Pois é, ao contrário de VGM, que conseguiu, ao longo da sua vida, alfabetizar-se politicamente, há muitos portugueses que passaram a vida inteira sem ter essa oportunidade. O elitismo agora demonstrado só pode ter a ver com o facto de, à força de tanto estudar os clássicos, VGM acreditar numa democracia à maneira grega em que apenas alguns homens (cidadãos) tinham direito a participar na vida pública. E parece-me que já percebi quem seria um dos demagogos (orientadores do povo).
Mas a verdade é que, por muito que isso custe a VGM, nesta nossa “imperfeita” democracia todos os votos valem o mesmo.
A Sibéria em Portugal...
120 anos da Linha de Cascais
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Peregrinos - Séc. XXI
Para além disto, a bagagem não lhes pesa pois é constituída, apenas, por bonés e garrafas de água. É que, tal como em provas desportivas, circulam, pelas bermas, dezenas de carros de apoio ao serviço dos peregrinos que transportam os seus haveres e que vão renovando os stocks de água para além de, em caso de necessidade, prestarem cuidados de enfermagem.
Mas há outros objectos que não deixam de acompanhar os peregrinos. O telemóvel é um deles. Não é fácil falar e caminhar ao mesmo tempo mas, pelo que vi, os fiéis não perdem a oportunidade de porem a conversa em dia com os seus conhecidos que ficaram em casa ou que andam mais à frente ou atrás no caminho.
Também os reprodutores de áudio digitais, sobretudo para os mais novos, estão presentes. Não sei se a música será religiosa ou não mas suponho que tornará menos penosa a viagem.
Por tudo isto estas peregrinações, feitas por devoção ou promessa, estão a mudar. Mas, no santuário, as imagens como esta de quem, indiferente aos efeitos, que deixam marcas no corpo, faz o percurso final de joelhos, continuam a impressionar-nos.
Mais outra excelente versão!
Esta versão do Paulo Furtado, com a voz de Maria de Medeiros, é muito, muito boa...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ainda a vitória de Isaltino
Em termos urbanísticos, a harmonia está longe de ser conseguida. Constrói-se muito e o facto de falarmos de habitação de qualidade, dirigida a um segmento de mercado com altos rendimentos, não desculpa a densificação de alguns locais e a construção em leito de cheias de algumas das ribeiras que atravessam o concelho.
Em algumas localidades do interior o investimento não é assim tão grande e, por exemplo, problemas de transportes são frequentemente motivo de protestos.
No que respeita à instalação de empresas de base tecnológica avançada e multinacionais, uma das bandeiras do presidente, tem a ver não só com as condições dadas mas com a localização do concelho na área metropolitana de Lisboa que o torna apetecível.
Aliás a localização e a acessibilidade fácil à capital é um dos mais fortes motivos que leva muitas famílias a procurarem Oeiras para viver e, como os preços das habitações são elevados, os rendimentos dessas famílias têm necessariamente que estar acima da média o que normalmente vem a par com a escolaridade também superior à média.
Apesar de algum investimento algumas das escolas públicas do concelho, geridas pela autarquia, deixam muito a desejar, com aulas a decorrer em pré-fabricados sem condições, com espaços exteriores degradados, sem pessoal de apoio suficiente.
Uma das questões mais faladas e que é dada, frequentemente, como exemplo, é a erradicação das barracas. Ora é um facto que Oeiras tinha muitas barracas mas o número não era comparável com o de outros concelhos, como a Amadora ou Lisboa; havia disponibilidade de terrenos e o mais importante: a comparticipação do Estado através dos vários programas de apoio que, em muitos casos, era aumentada pela necessidade de desocupação rápida de zonas onde as obras do estado precisavam avançar (caso da CRIL).
Ah, e também há buracos nas ruas de Oeiras…
Não quero com isto dizer que Isaltino não teve um papel importante na forma, globalmente positiva, como o concelho se desenvolveu. Quero sim relativizar esta ideia de autarca modelo que se lhe colou, de há uns anos a esta parte (o PSD deve estar mais que arrependido de ter feito passar essa ideia).
A realidade é que nunca saberemos se, com os meios de que dispôs, outro autarca não faria ainda melhor.
E não é indiferente o facto de, após um processo que supostamente decorreu de forma correcta, o tribunal o tenha condenado e ainda por cima com uma pena tão pesada. Não podemos aprovar que, mesmo beneficiando o concelho, a actuação de um presidente de Câmara seja legalmente e moralmente censurável. Não podemos dizer que todos são assim e que este, ao menos, até fazia alguma coisa… Não podemos achar que, por se ser político e fazer política se pode ultrapassar determinadas barreiras. Eu quero viver num concelho onde os problemas que existem sejam resolvidos de forma clara, por alguém que não levante estas suspeitas. Ao aceitar esta situação estamos a abrir caminho para a aceitação de outras, cada vez mais graves, até ao limite de a ética já não fazer parte das nossas exigências face aos políticos que nos representam. E isso pode ser muito perigoso. Por isso, e apesar de compreender a decisão de muitos votantes de Oeiras, não posso deixar de me sentir triste…
Este país também é para velhos
As Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e várias associações transportam, gratuitamente, os mais velhos (e outros cidadãos com mobilidade reduzida) até ao local de votação. Para estas pessoas, que passam grande parte do tempo fechadas em casa ou em lares e centros de dia, esta é uma oportunidade, que parecem agarrar com alegria, de sair, de vestir a sua melhor roupa. É domingo e é dia de encontrar muita gente.
Os autocarros aguardam-nos à saída mas eles prolongam o momento, conversando com conhecidos, dando a conhecer os netos e bisnetos uns aos outros, observando o movimento.
É certo que votar é, para muitos destes eleitores, uma ocasião a que não podem faltar pois já bastaram eleições no passado em que o esforço de deslocação não existia mas em que disso estavam impedidos, por um regime que entendia que os votos deviam ser só para alguns.
Por estas razões tão diversas, a que se acrescentam as que movem também todos os outros, votar é, para muitos, uma festa que não querem perder.
E para nós, que desde que temos idade para votar o podemos fazer em liberdade e que banalizamos este direito ao ponto de não o exercer, não deveria também ser?
Executivos na sombra
Nota: aquele semáforo (na R. Alexandre Herculano) é, deveras, irritante porque nos recorda que quem manda na cidade é o automóvel e não os peões. Parece-nos estarmos ali tempos infinitos pois de todas as direcções passa o trânsito e, de uma delas, o semáforo abre duas vezes para os carros antes que os peões tenham oportunidade de passar.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Eleições autárquicas - Pequeno apontamento
Instrução não é discernimento
domingo, 11 de outubro de 2009
Ainda a propósito de Brel
Grand Jacques
Tenho tantas músicas preferidas que não é nada fácil escolher uma para aqui o lembrar. Mas esta é, sem dúvida, uma delas.
sábado, 10 de outubro de 2009
Sous le parapluie magique
http://www.discogs.com/viewimages?release=1946365Ainda houve um nostálgico que pediu o tema "Je t'aime moi non plus". Mas é claro que ali e agora já não faz sentido. Mesmo assim as referências a Serge Gainsbourg e as suas canções estiveram sempre presentes. Mas Jane Birkin, que é considerada a sua musa, é, por si só, uma grande cantora e escritora de canções.
Apesar da sala não estar cheia tenho a certeza que, para os presentes, foi uma óptima surpresa perceber que, ao vivo, a sua voz, que continua igual à de há 40 anos atrás, porta-se muito bem e interage optimamente com os quatro músicos em palco. Também a sua forma de falar o francês é deliciosamente impregnada do sotaque inglês, tal como era (nem sei se não será deliberado).
Parecia não estar à vontade no palco, não saber onde pôr as mãos, transpirar fragilidade. Mas por isso, por ser igual a nós, apesar de ter e ter tido uma vida tão intensa; por demonstrar que, aos 63 anos, se pode ser tão bonita e interessante, deixando a ideia de que tem ainda muito para dar, eu gostei tanto do concerto. Por isso e por canções como esta:
My name is...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Dificuldades linguísticas
Prémio "digam lá se não arranjei aqui uma resposta à maneira!"
O Ministério da Educação das Finanças
Entre as sucessivas chamadas dos números que constam nas senhas (os balcões vão do A ao J, obrigando-nos a um esforço constante de atenção) vão passando informações fiscais, com origem na Direcção Geral de Contribuições e Impostos (as datas de entrega dos vários modelos, os prazos de pagamento dos vários impostos, …).
Mas, além destas, temos outras informações. Foi assim que, na rubrica eco dicas, se falou da água como um bem essencial que devemos poupar; que nos apresentaram o Cabo da Roca e Cacela Velha, como locais turísticos a visitar; e que nos ensinaram que, quando nos dirigimos a alguém que reconhecemos, cumprimentamos e não comprimentamos essa pessoa.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Dados cruéis
"Rasga o Passado"
Isto continua!
Ó freguesa, não quer levar duas caixas?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
O quadro da gripe
Nas reuniões de apresentação aos pais foram feitas várias recomendações que vão no sentido dos ensinamentos das várias campanhas a que temos assistido.
Quanto ao comportamento das crianças na escola pede-se-lhes, para além de desinfectarem as mãos sempre que entram na sala (pelo menos enquanto houver o líquido), que não levem qualquer brinquedo de casa, que limpem as mesas com álcool, sempre que deixem a sala onde se encontrem e mudem para outra, e que não partilhem quaisquer materiais entre si.
Mas há ainda outra coisa. Lembram-se do terror que sentíamos quando tínhamos que ir ao quadro? O medo de errarmos as contas e mostrarmos as nossas fragilidades, sobretudo estando nós de costas voltadas e, por isso, sem podermos sequer contar com a ajuda das expressões na cara do professor ou dos colegas fazia-nos tremer sempre que éramos chamados. Pois agora, como só há um marcador por sala, e não havendo verba para comprar um marcador para cada aluno, estão suspensas as idas ao quadro. Se, por exemplo, a limpeza das mesas motiva alguns protestos, esta medida não foi ainda contestada.
sábado, 3 de outubro de 2009
Um presidente também chora...
Parabéns Brasil!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Uma fraca voz?
No final do ano passado foi lançado mais um trabalho seu, “Enfants d'hiver”. Todos os textos são seus. Este é o único em inglês...
Onde está aqui a fraqueza?
Vem isto a propósito do concerto de dia 8 no Centro Cultural de Belém. Eu já tenho bilhete!
Nunca é tarde para mudar
De cabelo arranjado e bem vestida sentava-se muito direita com a carteira pousada no colo.
Nas suas mãos um pequeno livro.
Ia sentada à minha frente. Mas não consegui ver os seus olhos, que nunca se afastaram daquelas páginas, que parecia ler sofregamente. O título do livro: "Como a ação do espírito pode mudar sua vida".
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Música, Música, Música
No comboio descendente... de S. Bento a Belém?
Este poema de Fernando Pessoa, num ritmo repetitivo, dirigido a leitores mais infantis, pode ser, afinal, um retrato mais sério da nossa realidade.
É também uma óptima banda sonora para fazer referência aos Caminhos de Ferro Vale da Fumaça onde os amantes dos comboios podem encontrar informações interessantes e belas fotografias...
Very, very early english
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Argumentistas precisam-se
• Que o PR nunca fez qualquer referência a escutas em nenhuma declaração ou escrito oficial anterior.
• Que pensa que há “destacadas personalidades do partido do governo” que mentem.
• Que, apesar de estar convencido de que havia um complot para “puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD” e “desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos” e havendo dúvidas na opinião pública, relativamente à actuação de um membro do seu staff, "procedeu a alterações” na sua Casa Civil.
• Que, além do e-mail trocado entre jornalistas e que esteve na origem deste “caso”, também houve e-mails da presidência envolvidos.
• Que, mostrando alguma ingenuidade acerca do assunto, percebeu que as informações guardadas nos sistemas informáticos nunca estão suficientemente protegidas.
• Que, a presidência da república não leva muito a peito essas questões da segurança informática pois nunca antes deste episódio a questão se tinha posto.
• Que, apesar deste assunto se arrastar há algum tempo, só hoje conseguiu ouvir “várias entidades com responsabilidades na área da segurança”.
• Que se considera vítima de “graves manipulações”.
• Que “foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência”.
Se tudo isto, como parece, tem como alvo o partido que ficou à frente nas eleições de domingo, cujo líder, de acordo com o que é suposto, deverá ser convidado, por Cavaco Silva, a formar governo, qual a atitude que o Presidente tomará? Parece-me que nem os argumentistas mais experientes conseguirão "descalçar esta bota".
Ao contrário do que o porta-voz do PSD disse após esta comunicação parece-me que se percebeu porque é que o Presidente não falou antes sobre este tema. É que se arriscaria a contribuir para uma maior votação no PS.
Mas para alguma coisa serviu esta intervenção. Não tendo apresentado novos argumentos, nem nada de concreto para sustentar as suas suspeitas, Cavaco Silva quis partilhar com todos nós a sua leitura pessoal de certas notícias, incluindo as suas dúvidas e desconfianças, mostrando que, tal como os sistemas informáticos, também tem as suas vulnerabilidades. Ora isso é de se louvar. Finalmente mudou a sua opinião em relação àquela célebre frase do “quase nunca tenho dúvidas e raramente me engano” (ou será que é ao contrário?)!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Previsão
sábado, 26 de setembro de 2009
Somos nós... e o pai da Liberdade
Quino queria mostrar-nos que não é fácil quando, numa eleição, não nos conseguimos rever nos candidatos (pessoas ou partidos). Há muitos portugueses nesta situação. Mas hoje é dia de reflexão e temos de conseguir perceber qual dos 15 partidos mais se aproxima do que pensamos. É que é triste deixar o boletim de voto em branco e não compreendo, por considerar um desrespeito, quem vota nulo. Quanto à abstenção (a não ser por motivos de força maior, claro) está completamente fora de causa. Não faz qualquer sentido deixarmos de exercer um dos mais nobres actos que temos à nossa disposição enquanto cidadãos.
Por isso, votemos! Mesmo que, daqui a uns tempos, andemos com uma cara... os infelizes...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Bem-vindos!
A antestreia aconteceu num dia em que, em Calais, se verificaram confrontos graves entre as autoridades francesas e os migrantes (i ou e) consoante o ponto de vista. O tema do filme é exactamente a migração à escala do planeta, levando tantas pessoas a arriscarem a vida para não morrerem. No caso concreto a história passa-se em Calais. Aqui mais perto de nós (a ver em A Caminho da Europa) a Espanha assiste a situações semelhantes.
Acompanhamos a história de Bilal, de 17 anos, que vem do Iraque e que quer chegar a Inglaterra onde se encontra a rapariga de quem gosta (em Londres) e o seu clube de futebol de eleição, onde espera vir a jogar (o Manchester United). Em Calais depara-se com a realidade dura de muitos clandestinos que procuram atravessar o Canal da Mancha, pelos vários meios possíveis. Das várias hipóteses opta por atravessar a nado e é por isso que procura aperfeiçoar-se numa piscina onde conhece o seu instrutor que, primeiro por uma razão egoísta, depois por um brutal sentimento de necessidade de entreajuda, se vai tornar no seu único amigo, sofrendo as consequências que tal situação implica. A lei, segundo a qual quem dá ajuda a imigrantes ilegais pode ser condenado a 5 anos de prisão, nestas regiões, parece aplicar-se mesmo.
É muito interessante, no filme, perceber os diferentes pontos de vista dos residentes no local, que oscilam entre a condenação, a indiferença e a abnegação dos voluntários, que distribuem comida e roupa diariamente aos clandestinos. As nacionalidades destes vão variando conforme se verificam situações extremas nos países de origem mas é quase sempre a guerra o motivo mais forte da procura de outro país para tentar (sobre)viver. E a Inglaterra torna-se apetecível porque, tal como explicou Philippe Lioret, a flexibilização das leis laborais com a desregulamentação do mercado de trabalho, do tempo de Margaret Thatcher, facilitou o trabalho clandestino, o sub emprego e, além disso, a língua inglesa, mesmo que mal falada, continua a ser a que lhes é mais acessível.
O realizador explicou ainda outras coisas: que preferiu um actor com pouca experiência mas que, por isso mesmo, desempenharia bem o papel de um rapaz com 17 anos, idade em que, na sua opinião, se está com um pé na infância e outro na idade adulta; que todos os indivíduos que aparecem no filme são actores e figurantes, não aparecendo qualquer pessoa das que se pretende retratar porque não se pode pagar a ilegais; que o filme, apesar da temática e de ser falado em várias línguas (e do título, acrescento eu) foi subsidiado pelos organismos oficiais franceses; mas Lioret teve que contar todas as palavras francesas e reescrever algumas cenas porque a língua predominante teria que ser o francês.
As nossas opiniões sobre a realidade retratada neste filme podem variar muito. E devemos resistir à condenação pura e simples dos países mais ricos do ocidente que tentam afastar de si estes migrantes. A multiplicidade de questões envolvidas assim o aconselha. Mas, neste filme, são as pessoas que estão em primeiro plano. E não podemos deixar de sentir como nossas aquelas dores.
Refiro ainda uma cena do filme que é das mais impressionantes que já vi no cinema: o momento em que a lancha da guarda costeira inglesa tenta “pescar” Bilal. É que é isso mesmo que faz lembrar: a caça da baleia, por exemplo, sendo o arpão substituído por uma bóia que, para o protagonista, é não de salvação mas de condenação. A resistência ao que parece inevitável é levada ao extremo e também nós, espectadores, nos debatemos pelas nossas vidas.
Obrigada Maria pelo convite para a ante estreia.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vemos ouvimos e lemos. Não podemos ignorar?
Depois de falar apercebi-me que nunca o conseguiremos fazer, uma vez que as informações de que dispomos para formar a nossa opinião são, quase sempre, incompletas, quando não são manipuladas. Da parte dos partidos, como é da sua natureza, transmitem-nos intenções gerais e ideias que, em muitos assuntos são coincidentes, envoltas numa capa de programas a cumprir sabendo nós, ou, pelo menos, desconfiando, que esse cumprimento está dependente de tantos factores que os dirigentes não controlam e que, ao mesmo tempo que lhes dificulta a concretização das políticas, os desculpa perante quem neles votou. É como se fizessem exercícios Ceteris paribus sem divulgarem essa condição. Quanto ao que é transmitido na Comunicação Social nunca, como nesta fase pré-eleições, duvidámos tanto do conteúdo das notícias. Confundimos factos com opiniões, confundimos jornalistas com militantes de partidos, confundimos comentadores com analistas sérios, confundimos sondagens mal feitas com sondagens credíveis. Se, pelo menos, esta situação servir para aprendermos que as coisas quase nunca são o que parecem… Mas será que vamos aprender? Lembrei-me que actualmente, já nem a canção Cantata da Paz (com letra de Sophia de Mello Breyner Andresen e música de Francisco Fanhais) pode ser levada à letra.
Quanto à minha filha respondeu-me: "eu sei que o Jerónimo de Sousa fala a verdade sobre a vida das pessoas e o Sócrates fala tão bem dos “Magalhães” e eles estão todos a avariar". Fiquei a pensar que ela, na sua ingenuidade e simplicidade de raciocínio, tem mais certezas do que eu tenho.
sábado, 19 de setembro de 2009
Better wait and see...
Foto retirada daquiIt only takes two to start the dance
You gotta begin with circumstance
It takes two to tango
It only takes two
It only takes two to tango
It only takes to to start the war
You gotta make do or you gotta get more
It take two to tango
It only takes two
It only took two in ancient history
To get to the top of the monkey tree
Better wait and see
Better wait and see
Better wait and see
It only takes two to tango
It only takes two to start the dance
You gotta make do could be your only chance
It takes two to tango
It only takes two
It only took two in ancient history
To get to the top of the monkey tree
Better wait and see
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Pequeno Partido, grandes ambições
Eles sabem que nunca lá chegarão mas, se isso acontecesse, os dirigentes do Movimento Mérito e Sociedade iriam ter bastante que fazer. Diria até que, mesmo sem mérito, a sociedade iria conhecer um grande movimento! Sem entrar na discussão acerca do tal “mérito” das propostas (algumas poderiam ser muito discutidas) vou limitar-me a referir algumas das que constam num folheto distribuído por aí.
Começamos pelo propósito geral que é, “só e mais nada”, Mudar Portugal. Passo a citar: “ Os nossos objectivos são simples e claros: acabar com a corrupção, acabar com a mediocridade, acabar com os políticos profissionais que nada mais sabem fazer, acabar com as mentiras e as hipocrisias de quem nos tem vindo a governar nos últimos 35 anos”…” O MMS pretende também alterar de forma profunda o sistema político português”…
Claro que sem nos dizer como, o MMS propõe, então (segue-se um excerto do “excerto das principais medidas a curto prazo” que constam no programa eleitoral):
IRS: dedução da totalidade das despesas médicas, dedução da totalidade das despesas de educação, dedução da totalidade das despesas judiciais;
IRC: redução da taxa de 25% para 15%;
IVA: redução da taxa de 20% para 15%;
HABITAÇÃO: revisão da lei das rendas, tornando o mercado de arrendamento livre, mais competitivo…, abatimento em sede de IRS da totalidade do valor das prestações/rendas pagas pelos jovens até aos 35 anos;
EDUCAÇÃO: estabelecer que os jovens em idade escolar terão um dia por semana ocupado em acções de solidariedade…, dignificar a profissão de professor;
SAÚDE: abolição das taxas moderadoras, independentemente dos níveis de rendimentos, saúde pública gratuita e universal, hospitais e maternidades com ampla cobertura nacional;
Nem sei bem se a definição de demagogia se poderá aplicar aqui…
Nota: o sublinhado é meu
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Isto não se faz!
All'Improvviso
Da sucata para o TGV
Quanto mais fala...
domingo, 13 de setembro de 2009
Voluntários (com determinação)
Mas o que eu registei foi que os tais jovens tinham vestida uma t-shirt, de cor verde (cor do Verão), onde se lia nas costas “Voluntário”. É interessante verificar como tiveram necessidade de o dizer. Certamente para evitar que se fizessem comparações com os que vêm em excursão às manifestações. Mas será que nem sequer lhes pagam um lanche?
Para quê fazer simples quando se pode complicar?
sábado, 12 de setembro de 2009
As cores do Verão
Pois é, são dois actos eleitorais: para a assembleia da república e para as autarquias. Deve ser por isso que não tem havido grandes rasgos de imaginação, por parte de quem elabora os cartazes das diferentes campanhas. As cores, a composição, o facto de haver uma forte personalização torna tudo muito igual. Isto somado ao cinzentismo dos debates, aqui e ali um pouco mais coloridos, leva-nos a achar que está tudo muito morno. Será?
Campo (demasiado) Pequeno
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
New York, eight years ago
Para homens de barba rija?
Fruição ou Tortura?
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
TODOS
Nós votamos no nosso dentista!
Perante este cartaz há 3 hipóteses a considerar:
ou os modelos foram escolhidos num casting para publicidade a um qualquer dentífrico;
ou Isaltino quer provar a Paulo Portas que os dentistas dos seus votantes não ficam nada a dever ao do líder do CDS/PP;
ou os modelos são apoiantes de Sócrates e utilizaram recentemente os cheques dentista.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Desconto igual a...?
Querido, mudei a casa!
Antes
Depois
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sem máscara
O design já está a ser experimentado!
E porque não experimentam também utilizar, na divulgação das actividades, a nossa língua (sempre preterida nestes meios, a favor do inglês)? Por exemplo, porque não usar a nossa expressão "Já não era sem tempo" em vez de "It's about time". Isso sim, seria inovação...
Indiferença
domingo, 6 de setembro de 2009
Agradecimento
A propósito pensei que, quando criei este blogue, há 3 meses atrás, a minha ideia era mesmo a de interromper o meu habitual silêncio com pequenas reflexões, quase como se fossem apontamentos num qualquer caderno, semelhante aos que enchia durante a adolescência. Afinal rapidamente este espaço se tornou um vício e descobri imensas coisas que me dão muito prazer partilhar, mesmo sem saber com quem. Aliás o problema é a falta de tempo para escrever mais porque a vida de todos os dias dá-nos sempre imensas razões para o fazer.
Obrigada à Maria Josefa e aos que "ficam de olho" neste blogue.
sábado, 5 de setembro de 2009
Psiche sa...
E como do que é bom não nos fartamos aí está outra, do mesmo álbum (de 2008), por enquanto o último.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Inusitado encontro
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dias (Imperfeitos) de Loureiro
O que já custa mais saber é que Dias Loureiro terá dito: «se essa documentação fosse de facto comprometedora, não a teria em casa ou já a teria destruído». Ora isto diz tudo sobre o futuro da investigação. Os casos, no tribunal, analisam-se com base em provas, não é? Já sabemos, então, que, neste caso, as provas, se é que existiram ou existem, já foram destruídas ou escondidas em lugar seguro. E o à vontade com que isto é dito a um jornal diz muito sobre a pessoa em si e sobre as limitações da justiça que vamos tendo.
O cinema pode tudo (até pegar fogo a um regime odioso)
Classe de 79
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Se levar oito nós oferecemos um!
Antes do jogo os adeptos carregavam baterias e até se comiam hamborgas(?)!
Ao intervalo ainda os nomes dos autores dos golos cabiam no painel.
No final do jogo só um dos golos estava a mais.
