Nas duas vezes em que estive grávida a minha colega Sofia bem que dizia para eu ter atenção porque os neurónios tinham tendência a fugir do cérebro para a barriga... Estas brincadeiras...
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Foram eles... Ou como os ovnis afinal são ovis
Tanto livro publicado, tanta série de televisão, tanto filme sobre o tema. Tantas vidas dedicadas a uma procura incessante de vestígios da passagem por aqui de seres de fora deste nosso planeta. Afinal havia uma explicação. A mais óbvia, a de que quase todos desconfiavam. A de que os criadores do nome da coisa foram os criadores da própria coisa. Para muitos, é um mito que se desmorona. Para outros, uma contribuição para a certeza de que não existem objectos voadores não identificados. Só objectos voadores identificados... Mas entre uns e outros há os que aguardam por novas notícias e que se questionam sobre se terão sido mesmo os U2 os responsáveis por todas as situações. Pelo sim pelo não é melhor não rever já a ortografia do acrónimo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Men in red
Já tínhamos esta noção para a associação entre esta cor e a atractividade nas mulheres. Agora chegam as provas científicas para o caso dos homens. Não foi certamente por esta razão que a cor do equipamento de grandes clubes desportivos foi escolhida. Mas é um dado a reter, por exemplo, na próxima campanha para as presidenciais.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Do PIB para a FIB
O Produto Interno Bruto é eficiente para medir a quantidade de riqueza que um país consegue gerar com as suas actividades produtivas – comércio, indústria e serviços, mas não mede, por exemplo, a degradação do meio-ambiente, o desaparecimento dos recursos naturais ou o declínio na qualidade de vida de todos os humanos. É assim, uma medida unidimensional que não tem em conta todos os outros aspectos que fazem do homem um ser multidimensional. Porque não, então, pensar num novo conceito que considere essas variáveis e o bem-estar psicológico, a manutenção do equilíbrio. Foi o que fez, em 1972, o rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, tendo-o definido como a Felicidade Interna Bruta. (Ver o vídeo sobre este tema que, em Setembro, foi publicado no Sustentabilidade é Acção).
Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objectivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, complementando-se e reforçando-se mutuamente. Os quatro pilares da FIB são, assim, a promoção de um desenvolvimento sócio-económico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e uma boa gestão dos recursos dos países através de acções eficientes e eficazes dos governos.
Hoje em dia, depois de estudado por especialistas do Canadá, dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, este conceito inclui também questões ligadas à educação de qualidade, à saúde, à protecção ambiental, ao acesso à cultura, entre outros. Pretende-se assim agregar aos elementos disponíveis para os decisores políticos, até agora da ordem do económico, ligados sobretudo ao consumo; os valores éticos e culturais que remetem não só para os critérios dos Índices de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, mas também para a sistemática análise de factores ambientais, culturais e ecológicos, ligados ao bem-estar.
Vem esta questão a propósito da intenção, anunciada pelo instituto que produz as estatísticas na Inglaterra, de seguir o exemplo do governo francês e começar a analisar estes índices. (Ouvir aqui). Não deixa de ser interessante observar um país que tanto contribuiu para o desenvolvimento de novos meios de produção, tendo sido pioneiro na Revolução Industrial, aceitar que a definição das políticas públicas deve passar também por estes índices.
E claro que a maior importância dada a conceitos como o FIB terá certamente a ver com a tomada de consciência de que a busca incessante de mais riqueza de forma mais rápida tem conduzido a um modelo de desenvolvimento económico cujos efeitos colaterais negativos estão à vista de todos.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Se um vulcão incomoda muita gente...
dois vulcões (sobretudo se um deles for o Katla) incomodam muito mais.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ganho de mais uns dias
Para os que defendem que a gravidez se inicia com a fecundação e que a vida começa no momento da fertilização e, por isso, rejeitam os métodos abortivos, esta pílula é mais um problema. Para os outros é uma boa notícia.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Aquecimento ou arrefecimento global? As teses contraditórias.
Estou plenamente convencida que, a nível global, a intervenção humana na Terra causa ao planeta mais danos que benefícios e que tudo o que puder ser feito, por cada um de nós, para minorar esses danos, deve ser feito. E claro que, se ao nível individual há muito a fazer, quando pensamos em organizações, com dimensões variadas, desde empresas a governos, esse muito tem que ser várias vezes multiplicado.
Mas enquanto ser humano preocupado com o ambiente não posso deixar completamente de lado a possibilidade de todas as teses que são comummente aceites, não estarem completamente encerradas nas suas conclusões. Esse é aliás o princípio do espírito científico.
Não sou adepta de teorias da conspiração e afins mas acho até contraproducente, para as aspirações dos que tomaram para si a defesa dos interesses do planeta, o constante relegar para segundo plano das teorias que não estão de acordo com as que tomamos como adquiridas. Por exemplo as que defendem que o planeta sofrerá não um aquecimento mas um arrefecimento global. Não possuo conhecimentos suficientes que me permitam sequer ter opinião sobre o assunto mas acho muito pouco ético notícias como as que surgiram no final de Novembro (e podemos ver aqui alguma tentativa de influenciar a cimeira de Copenhaga) que dão conta de situações graves de omissões e tentativas de alteração de dados que tentam demonstrar o contrário do que hoje em dia se dá já como adquirido relativamente ao aquecimento global.
Há ainda quem, como Bjørn Lomborg, defenda uma profunda alteração relativamente à forma como se deve reagir aos fenómenos climáticos, colocando a tónica nas questões económicas e considerando exagerado a situação, de algum pânico, criada à sua volta.
Acredito, como já disse, que, ou pelo arrefecimento ou pelo aquecimento, o futuro do planeta Terra parece estar a sofrer condicionamentos que, mais tarde ou mais cedo, terão consequências graves. Mas não me parece que seja calando as vozes discordantes, sem que as suas teses tenham hipóteses de ser discutidas, que este problema maior será ultrapassado.
sábado, 14 de novembro de 2009
Que mais haverá por lá?
Que isto não seja motivo para descurarmos os rios do nosso planeta.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
"If you believe they put a man on the moon"
Teorias da conspiração à parte (e eu sou das que acredito que tudo é possível!) sempre acreditei neste feito, não sei se mais científico, se mais político, que encheu de orgulho americanos e humanos em geral. E acho que nós portugueses sempre sentimos alguma afinidade com a colocação daquela bandeira em solo lunar, à semelhança dos padrões erguidos pelos nossos antepassados em terras conquistadas!
Deixo, por isso, um poema que nos lembra que a novidade, afinal, está no local onde a pegada foi deixada e não no homem que a fez!
Deixo, por isso, um poema que nos lembra que a novidade, afinal, está no local onde a pegada foi deixada e não no homem que a fez!
Poema do Homem Novo
Neil Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.
Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um invólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.
Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num burburinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.
Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.
Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.
Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.
António Gedeão, in 'Novos Poemas Póstumos'
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Espermatozóides ou Espermatodróides?
Parece que agora é que os homens vão deixar de ser necessários!
E será que os de laboratório também já sabem nadar?
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