Quando era criança, passava muito tempo em casa dele. Nas horas em que os meus pais não estavam era lá que eu ficava. Mesmo aos fins de semana era frequente irmos dar um passeio. O carro, um carocha, que permaneceu o carro da família até ao fim da sua vida, levava-nos, muitas vezes, ao Estádio Nacional. Às vezes íamos só passear por ali, apanhar ar, como ele dizia. Outras, aos passarinhos, prática censurável agora mas que, na altura, era relativamente comum. Ele gostava de atletismo e as provas no campo principal ou os treinos nos outros campos eram uma boa maneira de passar o tempo. Foi nessas tardes que percebi que também eu, como ele, seria do Benfica. Até hoje. Mesmo que o meu padrinho tenha desaparecido das nossas vidas já há 18 anos. Esta semana, mais uma vez, ele teria ficado muito contente. Não há uma única vitória do nosso clube que não me traga à memória aqueles momentos.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Um parlamento um pouco mais equilibrado
Não faltarão vozes contra o facto de só existirem associações ligadas a dois clubes quando a Assembleia é de toda a República. Seria interessante, aliás, sentar os deputados por preferências clubísticas para vermos como ficaria a repartição das forças. Mas agora não ponham Ferro Rodrigues a arbitrar partidas... Mesmo que os fiscais de linha tenham grandes capacidades na detecção dos fora-de-jogo...
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Três coisas para lá do bicampeonato:
- a cor uniforme (tipo loiro) dos cabelos das mulheres/namoradas dos jogadores do Benfica;
- as brincadeiras azedas dos adeptos de outros clubes que, nas redes sociais, dão largas à sua imaginação para tentarem enfraquecer e tornar menos intensa a vitória que o clube mereceu;
- o prazer que foi rever em casa o filme Singin' in the rain nesta noite.
domingo, 22 de março de 2015
Para a semana há outro jogo
Mas não se duvide da capacidade de Jorge Jesus para despachar adversários...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Terá sido comprada a um adepto do Arouca?
A vitória de ontem, a taça conquistada, enchem-no de um poder e de um orgulho incompatível com qualquer tipo de pudor. Por isso exibe o seu equipamento completo do Benfica, com ténis a condizer. Na cabeça um boné do Benfica. Às costas uma mochila encarnada com o emblema do clube. Agarrado a ela um cachecol do Benfica. E, ao vento, a bandeira culmina todo o conjunto. É uma mancha encarnada que faz sorrir todos os que com ele se cruzam.
Só a bicicleta, com que serpenteia por entre os carros, pintada de azul e amarelo, destoa.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
No domingo há mais
Esperemos que um pouco menos enferrujado... (E nada de fazer piadas com as palavras "portuguesas" e "tomate" já para não falar no clássico: "até os comemos").
segunda-feira, 21 de abril de 2014
A ressaca do dia seguinte
O encarnado a sobressair nas capas dos jornais.
O café onde costumo ir de manhã, deserto.
A autoestrada, normalmente com um trânsito enorme, sem filas.
A Praça Marquês de Pombal cheia de lixo.
O homem a pedir na mesma esquina de todos os dias.
Factos que podem não ter directamente a ver com a vitória do Benfica na Primeira Liga de Futebol. Há, no entanto, nuns mais que noutros, alguma probabilidade de ligação. O.K. Talvez mais fraca no caso do último.
sexta-feira, 14 de março de 2014
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Cachecóis há muitos...
Como benfiquista que sou, este segundo lugar na Primeira Liga, a um ponto do primeiro, deixou-me triste. Nem discuto se este foi o final mais justo para uma prova que obrigou Benfica e Porto, a uma disputa como há muito não se via. Erros dos árbitros à parte, no final há sempre um vencedor que conseguiu ultrapassar todos os outros, dentro do campo. E este ano, mais uma vez, foi o Futebol Clube do Porto que o fez. É por isso que os seus adeptos têm razões para festejar. Mas confesso que as imagens que vi na televisão, mal o fim do jogo chegou, foram deploráveis. Da principal avenida do Porto e dos locais onde os jornalistas estavam em directo, as imagens mostravam cachecóis que eram agitados, mas que, na sua maioria, tinham, não palavras positivas sobre o vencedor, mas outras agressivas e injuriosas dirigidas ao Benfica. Ao mesmo tempo, também, que os repórteres faziam os directos, adeptos dirigiam-se às câmaras e aproveitavam para fazer sair da boca mais umas quantas palavras ofensivas.
Sei que o futebol, como outras actividades humanas, traz à superfície muito do mais primário de cada um e a demonstração da supremacia de um grupo sobre outro faz parte desse mundo. E sei, ainda, que, se o campeão fosse o Benfica, haveria cenas destas. Mesmo assim chocou-me a forma como se transformou uma comemoração num ajuste de contas entre rivais. E os realizadores de TV (pelo menos do canal que eu estava a ver) ainda ajudaram pois parecia estarem à procura destas situações mais do que da verdadeira festa que, apesar de tudo, espero que tenha existido.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Aqui não houve contenção nos números
Deste ponto de vista o ano começou bem.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Resolvam lá isso!
Sou benfiquista. Desde que me lembro. E desde sempre que a rivalidade com o Sporting é algo inerente à condição de benfiquista. Os jogos entre as duas equipas sempre foram momentos com alguma magia. Tal como acontece noutras cidades, em Lisboa, amigos, vizinhos da mesma rua, casais, namorados, em tudo o mais unidos, em dia de jogo, torcem cada um pelo seu clube. Nos dias a seguir aos jogos, nos cafés, os temas de conversa vão sempre aí parar e as discussões são, muitas vezes, bem acaloradas. Mas, ultimamente, isso já não acontece. Vemos, sim, os adeptos de outros clubes a consolarem os sportinguistas pelos maus resultados e pela situação complicada em que se encontra o clube. E assim não tem graça nenhuma. Por isso, vá lá, caros dirigentes do Sporting, a bem do equilíbrio da cidade e dos seus habitantes, esta benfiquista pede-vos: resolvam lá isso!
sábado, 26 de novembro de 2011
O estádio de Babel
Ena!...
Já repararam que este sábado no Estádio da Luz vamos ter um jogo em que os dois treinadores são portugueses? Deve ser tão interessante ouvir as instruções que eles gritarão para dentro do campo! E qual será a língua utilizada?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A nova temporada em análise ou os nossos infundados preconceitos
Cada uma das senhoras tinha mais de 70 anos. Sentadas numa das mesas da esplanada, procuravam a sombra do grande chapéu de sol que ajudava a suportar o calor que se fazia sentir. De frente uma para a outra pouco conversavam. Uma delas parecia um pouco entediada. Do local onde eu estava podia ver que a outra lia uma revista. Imaginei a primeira pouco dada a notícias cor-de-rosa ou, pelo contrário, em pulgas para poder ler as últimas sobre os namoros de alguém com o nome acabado em inha. Quando me levantei para sair dei uma espreitadela à capa da revista. Era a Mística, a revista oficial do Benfica, com tudo sobre a nova época.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Arte por arte
Tinha pensado escrever hoje alguma coisa sobre uma exposição que vi recentemente. Mas não me sai da cabeça o fantástico golo do Cardozo. Sim, já sei que o resultado não foi grande coisa mas são momentos como este que nos fazem lembrar que o futebol também é uma arte.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Men in red
Já tínhamos esta noção para a associação entre esta cor e a atractividade nas mulheres. Agora chegam as provas científicas para o caso dos homens. Não foi certamente por esta razão que a cor do equipamento de grandes clubes desportivos foi escolhida. Mas é um dado a reter, por exemplo, na próxima campanha para as presidenciais.
sábado, 19 de junho de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Tea time (para acalmar)
Confesso que não sei qual escolher.
Se este:
Se este:
E acreditem que, esta noite, preferia não utilizar a ironia.
Se este:
Se este:
E acreditem que, esta noite, preferia não utilizar a ironia.
sábado, 27 de março de 2010
O que eu quero dizer daqui a umas horas
Se eu podia viver sem uma vitória do Benfica no jogo desta noite? Podia, mas não era a mesma coisa.
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