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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cachecóis há muitos...

Como benfiquista que sou, este segundo lugar na Primeira Liga, a um ponto do primeiro, deixou-me triste. Nem discuto se este foi o final mais justo para uma prova que obrigou Benfica e Porto, a uma disputa como há muito não se via. Erros dos árbitros à parte, no final há sempre um vencedor que conseguiu ultrapassar todos os outros, dentro do campo. E este ano, mais uma vez, foi o Futebol Clube do Porto que o fez. É por isso que os seus adeptos têm razões para festejar. Mas confesso que as imagens que vi na televisão, mal o fim do jogo chegou, foram deploráveis. Da principal avenida do Porto e dos locais onde os jornalistas estavam em directo, as imagens mostravam cachecóis que eram agitados, mas que, na sua maioria, tinham, não palavras positivas  sobre o vencedor, mas outras agressivas e injuriosas dirigidas ao Benfica. Ao mesmo tempo, também, que os repórteres faziam os directos, adeptos dirigiam-se às câmaras e aproveitavam para fazer sair da boca mais umas quantas palavras ofensivas.
Sei que o futebol, como outras actividades humanas, traz à superfície muito do mais primário de cada um e a demonstração da supremacia de um grupo sobre outro faz parte desse mundo. E sei, ainda, que, se o campeão fosse o Benfica, haveria cenas destas. Mesmo assim chocou-me a forma como se transformou uma comemoração num ajuste de contas entre rivais. E os realizadores de TV (pelo menos do canal que eu estava a ver) ainda ajudaram pois parecia estarem à procura destas situações mais do que da verdadeira festa que, apesar de tudo, espero que tenha existido.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Resolvam lá isso!

Sou benfiquista. Desde que me lembro. E desde sempre que a rivalidade com o Sporting é algo inerente à condição de benfiquista. Os jogos entre as duas equipas sempre foram momentos com alguma magia. Tal como acontece noutras cidades, em Lisboa, amigos, vizinhos da mesma rua, casais, namorados, em tudo o mais unidos, em dia de jogo, torcem cada um pelo seu clube. Nos dias a seguir aos jogos, nos cafés, os temas de conversa vão sempre aí parar e as discussões são, muitas vezes, bem acaloradas. Mas, ultimamente, isso já não acontece. Vemos, sim, os adeptos de outros clubes a consolarem os sportinguistas pelos maus resultados e pela situação complicada em que se encontra o clube. E assim não tem graça nenhuma. Por isso, vá lá, caros dirigentes do Sporting, a bem do equilíbrio da cidade e dos seus habitantes, esta benfiquista pede-vos: resolvam lá isso!

sábado, 26 de novembro de 2011

O estádio de Babel

Ena!...
Já repararam que este sábado no Estádio da Luz vamos ter um jogo em que os dois treinadores são portugueses? Deve ser tão interessante ouvir as instruções que eles gritarão para dentro do campo! E qual será a língua utilizada?

sábado, 2 de outubro de 2010

Revolta só no futebol

Continuo a ver os funcionários públicos e todos os outros trabalhadores a sorrir, mesmo depois do anúncio das intenções do governo. Na comunicação social este, na capa d'a Bola, parece ter sido o grito de revolta mais visível desde quarta-feira (e ainda por cima apresentado pelo lado positivo), o dia em que percebemos finalmente o alcance da mensagem da ministra da educação: vamos agarrar-nos aos livros, relembrar sobretudo a aritmética. Nunca, como agora, foi tão importante saber fazer contas. E é melhor começarmos já. 2011 está quase aí.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um cachecol

Era cedo. Em Lisboa havia algum vento mas não justificava um cachecol. O homem, jovem, encostado à ombreira da porta, tinha um ar desafiador. Fumava calmamente. Quase não se mexia mas tinha um ar desafiador. Parecia indiferente aos carros que passavam em marcha lenta, por causa da fila. Mas o ar desafiador estava presente no seu rosto. Só quando me aproximei mais reparei. O cachecol era do Futebol Clube do Porto.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Solidariedade para com Carlos Carvalhal

Não tenho nada contra (ou a favor) dos actual e futuro treinadores do SCP. Mas ainda Carlos Carvalhal tem jogos pela frente, até ao final desta época, e já anda Paulo Sérgio a definir os objectivos para a próxima. Os sócios e simpatizantes que o digam mas se normalmente é "rei morto, rei posto", parece-me de muito mau gosto querer que um treinador cumpra o seu trabalho até ao fim quando o que o irá substituir já se comporta como se aquele não existisse.   

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A hora do holandês

E porque nem só de Benfica vive o homem (neste caso a mulher) aqui deixo a minha homenagem a Mitchell van der Gaag por ter conseguido que o Marítimo superasse bem a demissão do anterior treinador, por saber falar tão bem português, por aparentar uma humildade que só lhe fica bem e por ser uma figura tão agradável de se ver no universo dos treinadores em Portugal. (OK, está bem... e por ter contribuído para deixar o Porto um bocadinho mais para trás).

Foto retirada daqui