Esta minha tendência para defender quem está na mó de baixo tem destas coisas. Nunca gostei do presidente que os portugueses escolheram, por duas vezes, em eleições livres e democráticas, como se costuma dizer. Mas ele foi, com efeito, o mais votado nessas vezes. Agora está de partida e a verdade é que não me lembro de nenhum fim de mandato presidencial com tantas manifestações de satisfação, de júbilo. Mesmo nunca tendo votado nele e criticando tantas das decisões que tomou enquanto primeiro-ministro e presidente, sinto alguma pena quando o imagino a ler, a ouvir ou a ver algumas das coisas que se escrevem, dizem, desenham, por estes dias, sobre ele.
Perante tanto regozijo com a partida do seu antecessor, as expectativas em relação a Marcelo só podem ser altas. Porém, quando estas estão altas demais as desilusões são também maiores.
Perante tanto regozijo com a partida do seu antecessor, as expectativas em relação a Marcelo só podem ser altas. Porém, quando estas estão altas demais as desilusões são também maiores.
Mas não vamos, nesta fase, ser pessimistas. Mesmo não sabendo o que os próximos anos nos trarão temos um presidente novo. E hoje, mesmo quem não votou Marcelo, tem razões para estar contente com a partida de Cavaco Silva. É que, até no meio de tantos cavaquinhos, sobressai o machete de braga...


