segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Tivesse ele o barrete (verde) e não teria sido tão grave
Y. (Y Punto)
O cabelo está muito mais comprido mas a força das músicas permanece.
Bebe Me Fui Video
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Lisboa a gosto
O facto de o trânsito na cidade (e arredores) estar muito mais reduzido, os transportes públicos sem excesso de passageiros, os turistas com quem nos cruzamos na rua contribuem, certamente, para a sensação de que também nós estamos de férias, não estando.
- este calor que agora nos tolhe as ideias
- o facto de muitos dos locais onde habitualmente vamos tomar café ou fazer compras estarem fechados
- o excesso de turistas nas zonas mais visitadas
Vamos aproveitar, portanto, porque já só temos duas semanas e uns dias.
Quando a música é mesmo terapia
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ainda Ruy Belo
Na Praia
Raça de marinheiros que outra coisa vos chamar
senhoras que com tanta dignidade
à hora que o calor mais apertar
coroadas de graça e majestade
entrais pela água dentro e fazeis chichi no mar?
Saudades do Inverno
A autêntica estação
É verão. Vou pela estrada de sintra
por sinal pouco misteriosa à luz do dia
ao volante de um carro que não é um chevrolet
e nesse ponto apenas se perdeu a profecia
Não há luar nem sou um pálido poeta
que finja fingir a sua mais profunda emoção
Chove uma chuva que me molha os olhos
e me leva a sentir saudades do inverno:
a luz o cheiro a intimidade o fogo
Quem me dera o inverno. Talvez lá faça sol
e eu sinta aflitivas saudades do verão:
uma estação na outra é a autêntica estação
in Ruy Belo, obra poética, vol. 1 Editorial Presença, p. 177
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Impressões do digital
A mobilidade urbana como nunca a vimos
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A crítica literária tem destas coisas
Dar graxa já teve melhores dias!
Para além desta actividade também engraxa sapatos. Mas, actualmente, sobretudo no Verão, as cadeiras (e estas não são umas cadeiras quaisquer) estão quase sempre vazias.
domingo, 9 de agosto de 2009
Raul Solnado 1929-2009

Depois de quase não se ter falado hoje noutra coisa também eu quero prestar uma pequena homenagem e lembrar que, na minha infância, antes de dormir, ouvia muito os "Discos Pedidos" na rádio. Era raro o dia em que ninguém pedia uma das histórias contadas por Raul Solnado. Por isso eu sabia-as quase de cor. Da televisão recordo os concursos que apresentou, como "A visita da Cornélia". Confesso que depois deixei de acompanhar com atenção o seu percurso. Mas reconheço a sua importância no Humor feito em Portugal e o facto de querer, inclusivamente, manter-se actualizado. Prova disso é o trabalho que desenvolveu com nomes que estão actualmente no topo, quando se pensa em humor, e que reconhecem que também aprenderam muito com ele.
sábado, 8 de agosto de 2009
Um empate cromático!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Arte ou poluição visual?
Confesso que, quando entrei na R. da Prata, vinda da Praça da Figueira, me assustei. Mas que coisa, pensei. Será que as empresas que instalam as iluminações de Natal cobram mais barato nesta altura e a Câmara de Lisboa, para poupar mais algum dinheiro, mandou já fazer o trabalho? Só mais tarde soube que este emaranhado de fios, lâmpadas e tubos que, pelos vistos, também encontramos na R. do Ouro, compõem uma instalação, denominada "Planetário de Giammello" (nome do autor da obra), que reproduz constelações e que se integra no âmbito do Festival dos Oceanos.
Mazagrã Versus Bica?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Hoje somos todos Hibakusha
Boa noite, eu sou Manuela Ferreira Leite
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Não percebo porque não funciona!
Declaração para todos os efeitos
Nasci na vila de Oeiras (e não Óeiras). Vivo, desde essa altura, no concelho de Oeiras. Nunca votei no PSD quando Isaltino era candidato à CMO por aquele partido. Nunca votei no movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente (IOMAF). A 11 de Outubro deste ano não vou votar IOMAF.
E recuso-me a fazer parte de qualquer julgamento. Não tenho competência para tal nem creio que qualquer um dos munícipes de Oeiras o possa fazer. Para isso temos o sistema judicial que, apesar de todos os problemas, ainda tem a função de tomar decisões nessa matéria. Por isso devemos deixar a justiça funcionar . A propósito tem algum interesse perceber que se, por estes dias, fosse feita uma sondagem de opinião sobre os tribunais haveria de certeza percentagens elevadas de opiniões positivas. Os humanos gostam de ver alguém com poder nestas situações. Mas daí até levarmos Isaltino ao pelourinho é outra coisa bem diferente. O voto, esse sim, devemos usá-lo sem pressões. Não vamos votar para confirmar ou não uma decisão do tribunal. Vamos votar usando a nossa consciência que nos ajudará a pensar se queremos um presidente de Câmara que tem obra feita (quem conheceu e conhece Oeiras sabe que o concelho mudou, de facto, imenso e quase sempre para melhor) mas que, de acordo com as provas em que o tribunal se baseou para o condenar, erigiu essa obra à sombra de ilegalidades e corrupção.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Noiva procura-se. Dá-se preferência a quem goste de tachos e panelas.
Sete anos de prisão Isaltino padeceria...
Vendo o astuto presidente que, mesmo com mil enganos,
Começa de recorrer, até à transição em julgado
O CCB está fora de si!
O vocábulo ainda é redondo!
Para não deixar passar a data em branco aqui está uma das minhas canções favoritas (ainda por cima acompanhada pelo Fausto):
sábado, 1 de agosto de 2009
Leonard's choise?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Outra "onda"
Eu não vou lá estar!
Estamos condenados!
"Let´s look at a trailer"
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Inconvenientes de conduzir um camião
terça-feira, 28 de julho de 2009
Já viram se esta ideia pega?
Imaginem só as possibilidades infinitas:
Sua Excelência o PR ...entrou neste WC em ...
Sua Excelência o PR ...circulou nesta rotunda em ...
Sua Excelência o PR ...comprou três morcelas neste talho em ...
(são só alguns exemplos! A placa da foto encontra-se na entrada do edifício da Câmara Municipal da Lousã.)
A namorada dele só pode ser a outra!
Com o mar aqui tão perto...
Albufeira, 2009 (só porque nem tudo está assim tão mau!)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Resposta:
Pois, a foto foi mesmo tirada, este mês, em Albufeira! Este é o verdadeiro "Allgarve"!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Onde foi tirada esta fotografia?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
O humor como Serviço Público
É verdade que foi dirigido para uma pessoa em particular, mas foi um momento com uma enorme carga emotiva que nos fez lembrar a realidade de muitas mulheres (e também alguns homens, certamente).
Lembrei-me de uma conversa, tida há anos, com uma amiga, que trabalhou na alfabetização de adultos. Contou-me ela que uma das primeiras acções, desenvolvidas com os alunos, era tentar que eles se conhecessem, fisicamente, a si próprios. A maioria das mulheres, por exemplo, mesmo as que tinham já filhos, nunca tinha olhado para um homem nu e o que era mais marcante, nunca se tinha olhado, inteiramente despida, num espelho.
Educação – a minha, a deles, a que lhes dão e a que lhes damos
Na escola primária, considero que tive um excelente ensino ao nível do português e da matemática, por exemplo, mas sei que não me abriram qualquer horizonte a outros níveis. Quando passei para o ciclo seguinte, já no pós 25 de Abril, os professores e os programas alertavam para outras realidades que nos permitiam questionar uma série de ideias feitas, o que é imprescindível. Mas, na realidade, desde essa altura para cá, sempre houve imensas lacunas.
Voltando ao presente! A minha filha mais velha frequentou, este ano, o 5.º ano numa escola pública (a opção pelo público foi tomada desde o 1.º ano e continua a ser a que considero mais certa). Não sei se a situação é diferente no ensino particular, nas outras escolas, ou nas outras turmas. Segundo a comunicação social, e alguns amigos com filhos no mesmo nível, não será. Na realidade, o que pude acompanhar deixa-me assustada. As notas que ela teve foram muito boas. Eu acho que nunca tive notas assim, naquele nível. No geral, a turma teve notas boas. Houve apenas um aluno que não transitou. Ora aí é que está a questão. O acompanhamento que eu fiz, ao longo do ano, permite-me perceber que, tanto no caso da minha filha, como no caso dos seus colegas, as notas atribuídas foram muito inflacionadas. Não me parece que a exigência fosse baixa. Mas, como a retenção dos alunos é tão difícil e há poucos conselhos de turma, como o da escola de Darque, que assumam situações como a que foi divulgada, mesmo os alunos que tiveram uma prestação muito fraca, acabam por ter uma fila de 3 na pauta. Ora, se estes têm 3, os que são alunos médios têm 4 e os que se destacam um pouco mais têm 5. Não são raros os casos de linhas inteiras de cincos.
E se é verdade que o estímulo positivo, dado por boas notas, pode ser saudável, também não é menos verdade que, quando os resultados não correspondem ao esforço despendido, os miúdos ficam com uma percepção falsa das suas capacidades e intuem que não é necessário trabalhar mais para atingir esses bons resultados, contrariando o que os pais lhes tentam incutir.
Uma das minhas grandes preocupações é exactamente essa. Não podemos atirar para o sistema educativo a totalidade do ónus da educação. É óbvio que há situações de famílias e meios sociais que obrigam a uma intervenção da escola a níveis de que, muitas vezes, não nos lembramos, mas, de modo geral, as capacidades dos pais, de intervirem na educação dos filhos, não são exploradas o suficiente. Quando eu andava nesta fase da vida escolar a questão do enquadramento familiar e das disponibilidades, fora da escola, faziam a diferença. E os pais nem precisavam de se preocupar muito. O facto de aprendermos a ler, a ler bem, facilitava a nossa busca de outros saberes que a escola não dava. Queríamos ler tudo o que aparecia, víamos na televisão programas que nos ensinavam coisas muito interessantes, a par, claro, dos de puro divertimento. Mas era a leitura que fazia a diferença! E é aí que penso que o problema é maior hoje em dia. Pois, lá vem a história das séries de televisão tipo “Morangos com Açúcar”, as Playstations, os jogos na internet… Somos nós, os pais, que temos que controlar o uso de todos esses meios, que estimular a leitura, que os fazer ver outros programas de televisão e fazer tantas outras coisas que são, acima de tudo, responsabilidade nossa.
Mas será que sou só eu a pensar assim ou é mesmo difícil, actualmente, cumprir o nosso papel?
Que boa surpresa!
terça-feira, 21 de julho de 2009
A importância do nome das músicas
Além disso os títulos das músicas do álbum, que tenho ouvido bastante ultimamente (e do qual saiu este tema), são únicos e ouvindo percebe-se porque foram escolhidos. Vejam só alguns: Brisa Biónica, Vento em Polpa, Marquise Quântica, Zumbido Azedo.
Docemente só!
É esta a nossa casa?
segunda-feira, 20 de julho de 2009
"If you believe they put a man on the moon"
Deixo, por isso, um poema que nos lembra que a novidade, afinal, está no local onde a pegada foi deixada e não no homem que a fez!
Poema do Homem Novo
Neil Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.
Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um invólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.
Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num burburinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.
Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.
Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.
Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.
António Gedeão, in 'Novos Poemas Póstumos'
domingo, 19 de julho de 2009
Qual Tamiflu, qual quê!
domingo, 12 de julho de 2009
Corrimão ou porta-menus?
À mercê de quem passa
Olive field for now
Porque não é muito comum vermos o Largo Camões relvado aqui fica o registo.
(Trata-se de uma campanha publicitária de uma marca de azeites)
sábado, 11 de julho de 2009
Sabores a "Caramel e Cinnamon"
Suzanne Vega, que hoje estará em Londres com Leonard Cohen, e a quem cantámos os parabéns à meia-noite (faz hoje 50 anos), fez-nos recordar canções mais antigas. Lembram-se?
Mas, tal como se esperava, também nos contou histórias novas, como esta, de Frank Sinatra e Ava Gardner, que nos diz que "it's not enough to be in love"!
Frank and Ava Video
Prémio: "Eu não estou aqui para enganar ninguém!"
sexta-feira, 10 de julho de 2009
"Guarda do calor o que guarda do frio"
O optimus já está alive
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Espermatozóides ou Espermatodróides?
O cúmulo da coerência
quarta-feira, 8 de julho de 2009
CR9 = €€€€€€€€€€....... e os jornalistas Matrioskas
Preocupações
terça-feira, 7 de julho de 2009
Caído
Os telemóveis desligados, nas mãos de alguns transeuntes, indicam que já foi chamada uma ambulância. Junto a ele, de costas, um polícia olha para a rua, aguardando a chegada de socorro.
Ninguém olha para o velho.
Madrid
Allá donde se cruzan los caminos,
donde el mar no se puede concebir,
donde regresa siempre el fugitivo,
pongamos que hablo de Madrid.
Donde el deseo viaja en ascensores,
un agujero queda para mí,
que me dejo la vida en sus rincones,
pongamos que hablo de Madrid.
Las niñas ya no quieren ser princesas,
y a los niños les da por perseguir
el mar dentro de un vaso de ginebra,
pongamos que hablo de Madrid.
Los pájaros visitan al psiquiatra,
las estrellas se olvidan de salir,
la muerte viaja en ambulancias blancas,
pongamos que hablo de Madrid.
El sol es una estufa de butano,
la vida un metro a punto de partir,
hay una jeringuilla en el lavabo,
pongamos que hablo de Madrid.
Cuando la muerte venga a visitarme,
que me lleven al sur donde nací,
aquí no queda sitio para nadie,
pongamos que hablo de Madrid.
sábado, 4 de julho de 2009
Uma oportunidade perdida / Uma outra ganha
Contar a cantar
E para relembrar uma história de Nova Iorque neste dia que é o da Independência nos EUA...
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O (Det)estado da Nação
Num mar de música
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Uma das razões/poemas porque gosto de Julio Cortázar
Y sé muy bien que no estarás.
No estarás en la calle, en el murmullo que brota de noche
de los postes de alumbrado, ni en el gesto
de elegir el menú, ni en la sonrisa
que alivia los completos en los subtes,
ni en los libros prestados ni en el hasta mañana.
No estarás en mis sueños,
en el destino original de mis palabras,
ni en una cifra telefónica estarás
o en el color de un par de guantes o una blusa.
Me enojaré, amor mío, sin que sea por ti,
y compraré bombones pero no para ti,
me pararé en la esquina a la que no vendrás,
y diré las palabras que se dicen
y comeré las cosas que se comen
y soñaré las cosas que se sueñan
y sé muy bien que no estarás,
ni aquí adentro, la cárcel donde aún te retengo,
ni allí fuera, este río de calles y de puentes.
No estarás para nada, no serás ni recuerdo,
y cuando piense en ti pensaré un pensamiento
que oscuramente trata de acordarse de ti.
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Mais três recordes no Guinness para Portugal!
- Mais de 22 mil "piquenicantes"
- Maior aplauso do mundo
- Maior caixote de lixo do mundo
Digam lá se esta notícia não vos deixa orgulhosos?
sábado, 27 de junho de 2009
"A senhora não quer uma caneta do Pato Donald?"
quinta-feira, 25 de junho de 2009
1958-2009
(imagem em pochettescd.free.fr/images/m/Michael_Jackson_...)quarta-feira, 24 de junho de 2009
...nothing can be done
terça-feira, 23 de junho de 2009
"Ai Portugal... não te deixes assim vestir"
A pergunta e a resposta
Boas notícias
Crónica de um elogio anunciado
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Elogio do Inverno
domingo, 21 de junho de 2009
Outra noite quase perfeita
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Instantes
- Pela hora do almoço, um aparente sem abrigo e, também pela aparência, não português, instalado, com os seus haveres, num banco no jardim do Príncipe Real, consultava um dicionário de bolso.
- Na estação do Cais do Sodré, em plena hora de ponta, uma rapariga sentada no chão de uma das plataformas, sem sapatos, pintava as unhas dos pés de vermelho.
Erro de colocação?
Pelos vistos, José Eduardo Moniz, com os sentimentos às avessas na TVI, não arriscou lidar com os sentimentos dos milhares de sócios do Benfica. Ou teria sido receio de ser entrevistado no jornal de 6.ª feira da sua televisão, cuja jornalista responsável parece não gostar especialmente de benfiquistas que, num futuro próximo, serão candidatos em eleições?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
As amarguras de uma benfiquista
Luís Filipe Vieira, que continua acompanhado por Fernando Seara, promete mais do mesmo, trocando a boa figura e a calma de Quique Flores por Jorge Jesus cujo melhor resultado de uma equipa sua, na Liga, foi um 5.º lugar. Esperemos que consiga comunicar melhor com os jogadores, no campo, do que nos meios de comunicação social. (Uma coisa é certa: se os resultados não nos fizerem rir, pelo menos os seus comentários farão!)
Mas se Vieira tem Jesus do seu lado, Bruno Carvalho, o outro candidato, dispensando Jesus, quer ganhar terreno aproximando-se do céu. Para isso nada melhor do que fretar um avião para oficializar a sua candidatura! Veremos se não subiu demais!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Uma pequena vitória
O Estádio Nacional, localizado no concelho de Oeiras, é mais do que o estádio propriamente dito. Ele engloba diversas áreas, algumas ligadas a desportos em particular, outras sendo apenas de utilização livre. Ora é exactamente numa dessas áreas que o Instituto de Desporto de Portugal, em parceria com o Instituto de Turismo de Portugal e a Federação Portuguesa de Golfe querem implantar um campo de golfe de 18 buracos, que irá ocupar uma área de 22 hectares, com um custo de construção previsto de 6 milhões de euros! A pista de corta-mato desaparecerá e a área será vedada pelo que a população em geral deixará de ter acesso a esses terrenos.
Para além disto as obras, que já começaram, implicam o derrube das árvores que aí existem para não falar dos gastos com água para manter mais um campo de golfe. E o rio Jamor?
Foi com muitas dúvidas e poucas respostas que "um grupo de amigos do estádio nacional" decidiu fazer alguma coisa! Para já foi entregue no tribunal uma providência cautelar, que foi aceite hoje pelo que, até ser julgada, as obras estarão suspensas.
Este movimento é importante e demonstra que há cidadãos interessados em defender a possibilidade de todos usufruirmos de um espaço que foi criado exactamente para todos.
Por morar muito perto, muitas horas da minha infância foram passadas no Estádio Nacional. Mais tarde, foi aí que iniciei a minha vida profissional, enquanto técnica da Divisão de Habitação da Câmara Municipal de Oeiras, que libertou aquela zona das casas pré-fabricadas e barracas que existiam naquele local.
Algumas áreas do Estádio Nacional, aparentemente por questões de segurança, foram já vedadas há anos. Pelos vistos, por este andar, prevê-se que, no futuro, o acesso seja tão restrito que poucos tenham o prazer de dele desfrutar.
No entanto, não posso deixar de pensar que a ideia de o subtrair a uma utilização mais alargada tenha a ver, também, com a percepção que as entidades agora envolvidas no processo terão, ao verificar que, na maior parte do tempo, mesmo durante o fim de semana, não se vê vivalma. De facto, os hábitos de lazer das populações, mesmo as que residem perto, não incluem passar algum tempo neste espaço. E aí todos nós temos uma quota parte de responsabilidade. Eu própria faço mea culpa.
Mas também é verdade que o papel das entidades públicas, em casos destes, deverá ser a criação de estratégias para levar mais gente a usar estes espaços e não, a enormes custos para todos, torná-los acessíveis apenas a alguns!
domingo, 14 de junho de 2009
Flutuar em noite de Santo António
As minhas filhas estrearam-se nos pedidos de autógrafos a músicos (na feira do livro tinham conseguido autógrafos de uma das autoras da colecção Aventura). O seu ar de satisfação ao olharem para o disco autografado é muito engraçado!
Gosto de partilhar com elas este gosto por esta voz e por canções como esta:
sábado, 13 de junho de 2009
Variações de António (2)

(imagem em http://www.pmf.sc.gov.br/)
Deste outro António, Fernando António, poeta de nomes vários, sabemos que nunca se revelou para além da sua imagem de modesto empregado de escritório.
Provavelmente porque a sua vida interior, onde se cruzavam tantas personagens, era tão intensa que não deixava tempo e espaço para a que vivia.
Do Cancioneiro:
Tenho tanto sentimento
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Variações de António (1)
(imagem em blitz.aeiou.pt)"Estava eu a pensar agora em ti
E tu aqui"
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Corpus Christi
Um presidente que leva à letra o verso de Camões:
No dia de Portugal e de Camões
A propósito do último post
terça-feira, 9 de junho de 2009
Magnífica versão
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Eleições - Um perde. Outros ganham. E a maioria?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dia(s) de Reflexão
4 Junho 1989 - Um dia mais-que-imperfeito
quinta-feira, 4 de junho de 2009
A ligação ao mundo
Banalizou-se o uso de headphones para audição de todo o tipo de sons que são transmitidos por aparelhos diversos. É um facto que podermos estar em qualquer sítio a ouvir, por exemplo, a nossa música favorita é óptimo. Já é, no entanto, discutível partilhá-la com outros quando o volume está tão alto que "salta" para fora obrigando-os a ouvir sem o quererem fazer. Esta atitude é, muitas vezes, voluntária pois sentimo-nos bem ao saber que os outros ouvem o que nós gostamos de ouvir (como quando vamos de carro e abrimos as janelas e levantamos o volume ou quando fazemos o mesmo em casa).
Mas o que me leva a não utilizar headphones, por exemplo na rua ou em transportes públicos, é que isso me obriga a perder o contacto auditivo com o mundo mais próximo que me rodeia. Poder ouvir os sons que chegam do exterior, sobretudo as conversas que se desenrolam à minha volta, é um prazer de que não quero abdicar.