sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tivesse ele o barrete (verde) e não teria sido tão grave

E nós a pensarmos que isto dos políticos andarem na pancadaria só acontecia lá para a Coreia do Sul. E ainda nem começou a campanha eleitoral!

Y. (Y Punto)

É o nome do álbum de Bebe editado este ano e que vem, finalmente, fazer companhia ao "Pafuera telarañas", de 2004, até agora o único. Já não era sem tempo!

O cabelo está muito mais comprido mas a força das músicas permanece.



Bebe Me Fui Video

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Lisboa a gosto

Não resisto ao trocadilho só para falar do prazer que é trabalhar em Lisboa no mês de Agosto.

O facto de o trânsito na cidade (e arredores) estar muito mais reduzido, os transportes públicos sem excesso de passageiros, os turistas com quem nos cruzamos na rua contribuem, certamente, para a sensação de que também nós estamos de férias, não estando.

Três coisas, no entanto, destaco como menos boas:
  • este calor que agora nos tolhe as ideias
  • o facto de muitos dos locais onde habitualmente vamos tomar café ou fazer compras estarem fechados
  • o excesso de turistas nas zonas mais visitadas

Vamos aproveitar, portanto, porque já só temos duas semanas e uns dias.

Quando a música é mesmo terapia

Esta senhora descobriu a sua vocação para a música quando recuperava de um atropelamento que lhe provocou um traumatismo craniano. A sua recuperação foi também uma mais valia para nós todos. Vale a pena ouvir!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ainda Ruy Belo


Logo a seguir, na mesma página, temos:

Na Praia

Raça de marinheiros que outra coisa vos chamar
senhoras que com tanta dignidade
à hora que o calor mais apertar
coroadas de graça e majestade
entrais pela água dentro e fazeis chichi no mar?

Saudades do Inverno

Agora que as temperaturas estão a subir e o Verão parece estar aí em força fui reler "O Verão" de Ruy Belo. É daí que retiro este poema:

A autêntica estação

É verão. Vou pela estrada de sintra
por sinal pouco misteriosa à luz do dia
ao volante de um carro que não é um chevrolet
e nesse ponto apenas se perdeu a profecia
Não há luar nem sou um pálido poeta
que finja fingir a sua mais profunda emoção
Chove uma chuva que me molha os olhos
e me leva a sentir saudades do inverno:
a luz o cheiro a intimidade o fogo
Quem me dera o inverno. Talvez lá faça sol
e eu sinta aflitivas saudades do verão:
uma estação na outra é a autêntica estação

in Ruy Belo, obra poética, vol. 1 Editorial Presença, p. 177

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Impressões do digital

Na semana passada, sem grandes expectativas, fui ver o filme Inimigos Públicos . O ambiente, marcado pela crise iniciada em 1929 nos EUA, parece-me bem retratado e o realismo está, sem dúvida, presente. Mas pareceu-me que se arrasta demasiado. E Johnny Depp não me convenceu. Não me consegui afastar dele e vê-lo como John Dillinger (um problema que, até agora, só me costumava acontecer com Leonardo Di Caprio - com excepção do "Diamante de Sangue").
Mas a questão que mais me deixou a pensar é de ordem técnica. O realizador utilizou câmaras digitais e a tecnologia HD (que até é diferente para os próprios actores pois permite-lhes actuar muito mais tempo, sem interrupções) torna o som e a imagem mais reais, mais vivos. As expressões tornam-se mais claras, mais nítidas. Quando a câmara se aproxima dos actores conseguimos ver os seus poros, as suas imperfeições. No caso do actor principal isso observa-se bem, o que, por deixar-se ver assim, só abona a seu favor. Tanto pelas imagens, como pelo som parece que estamos a ver o documentário do "making of" ou que estamos dentro da cena (no caso do tiroteio e da perseguição na floresta isso é mais sentido). Ora, sem querer parecer uma "velha do Restelo", a questão é: será que isso é bom? Será que é isso que queremos de um filme, entrarmos dentro dele ou mantermo-nos como espectadores, do lado de fora? É que, pode ser por ser o primeiro filme que vi assim filmado, mas o efeito que teve em mim esta tecnologia foi o de me dificultar a concentração no filme em si mesmo, chamando-me a atenção para questões que até agora me pareciam mais acessórias.

Não se arranjava uma placa maior?

A mobilidade urbana como nunca a vimos

Fora de Portugal é já um sucesso. Aqui a Carristur está a introduzir esta modalidade, um serviço que conjuga a utilização dos transportes públicos com a utilização de um automóvel, em caso de real necessidade. O ambiente ganha e nós também.
Não foi por acaso que resolvi falar disto hoje. É que a temperatura recomeçou a aumentar e, na cidade, circular a pé, nestes dias, significa aumentar ainda mais a distância entre peões e automobilistas. A utilização de ar condicionado, dentro dos automóveis, expele, para fora destes, ar ainda mais quente do que o que está no ambiente atingindo quem circula nos passeios, como que a dizer-nos: estão a ver? Aqui está-se muito melhor! Esse é um aspecto positivo que me agrada. Porém, mesmo assim, não me convencem!

Centro de Férias

Julho 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A crítica literária tem destas coisas

Já aqui fiz referência a textos de António Guerreiro, crítico literário do Expresso. Normalmente gosto de ler o que escreve. Mas às vezes... Reparem no que escreveu sobre um livro de poesia, de Luís Serra, editado recentemente:
(Passo a citar) ...Eis um poema que se chama 'Inverno': "Improviso uma época balnear;/ línguas/ estrangeiras marcam encontros lúbricos." E outro, baseado num processo de enumeração: "Uma mosca no resto doce do prato de veneno/ um rumo porno e cor de corrida/ um motor imóvel a dar um baile/ uma vontade de foder." Veja-se como esta poesia, mesmo na enumeração, não tem nada de descritivo (e, por conseguinte, também nada de confessional: ela desvia-se, aliás, da asserção subjectiva, não há uma única ocorrência do Eu). Toda a sua força está na instauração de sentido, na abertura de horizontes insuspeitados: "Formigas de asas em revoada: concerto para enforcados."
Expresso Actual 04 Julho 2009

Dar graxa já teve melhores dias!

Na Rua Garrett, na entrada de um dos edifícios, encontramos, a trabalhar, um sapateiro.
Para além desta actividade também engraxa sapatos. Mas, actualmente, sobretudo no Verão, as cadeiras (e estas não são umas cadeiras quaisquer) estão quase sempre vazias.
"Só às cadeiras, a mim não!, respondeu-me quando perguntei se podia tirar uma fotografia".

domingo, 9 de agosto de 2009

Raul Solnado 1929-2009


Depois de quase não se ter falado hoje noutra coisa também eu quero prestar uma pequena homenagem e lembrar que, na minha infância, antes de dormir, ouvia muito os "Discos Pedidos" na rádio. Era raro o dia em que ninguém pedia uma das histórias contadas por Raul Solnado. Por isso eu sabia-as quase de cor. Da televisão recordo os concursos que apresentou, como "A visita da Cornélia". Confesso que depois deixei de acompanhar com atenção o seu percurso. Mas reconheço a sua importância no Humor feito em Portugal e o facto de querer, inclusivamente, manter-se actualizado. Prova disso é o trabalho que desenvolveu com nomes que estão actualmente no topo, quando se pensa em humor, e que reconhecem que também aprenderam muito com ele.

sábado, 8 de agosto de 2009

Um empate cromático!

Parece que os adeptos dos Rossoneri são dos mais felizes da Europa já que o A. C. Milan é dos clubes com mais títulos em provas de futebol europeias.
Já nós, benfiquistas, nos últimos anos, não temos tido muitas razões para festejos. Este sábado veremos se, "J.J. e sus muchachos" nos dão mais uma alegria. E, tal como noticiava hoje o Inimigo Público, podemos celebrar efusivamente (se não no Marquês, pelo menos na Luz - parece que os bilhetes estão esgotados). Ah, mas a época ainda não começou, não é? Não faz mal. Também a nível dos festejos esperemos que isto seja uma pré-época e não uma oportunidade única!
Este torneio é interessante por ser mais uma homenagem a Eusébio (figura nacional com mais homenagens enquanto vivo, para variar, que eu conheço). Sendo ele o "Pantera Negra" e sendo o Benfica um clube rosso está feito o empate...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Arte ou poluição visual?


Confesso que, quando entrei na R. da Prata, vinda da Praça da Figueira, me assustei. Mas que coisa, pensei. Será que as empresas que instalam as iluminações de Natal cobram mais barato nesta altura e a Câmara de Lisboa, para poupar mais algum dinheiro, mandou já fazer o trabalho? Só mais tarde soube que este emaranhado de fios, lâmpadas e tubos que, pelos vistos, também encontramos na R. do Ouro, compõem uma instalação, denominada "Planetário de Giammello" (nome do autor da obra), que reproduz constelações e que se integra no âmbito do Festival dos Oceanos.
Ora eu ainda não observei a obra durante a noite e admito que possa ser muito bonito de se ver mas acreditem que, durante o dia, é pura poluição visual!

Mazagrã Versus Bica?


Para lá da polémica acerca da retirada do quiosque do Jardim das Amoreiras e da instalação na Praça Luís de Camões, eles aí estão, em pleno funcionamento, os quiosques de refrescos. Só conheço o do Camões e o do Príncipe Real. A ideia de servir bebidas que, há já muito tempo, não encontrávamos por Lisboa (como limonada, mazagran - ou, se calhar, mais correctamente em português, mazagrã -, chá frio, ou capilé), que podem ser acompanhadas por sanduíches e outros sabores, também tradicionais, é boa.

Já a escolha do mobiliário das esplanadas, pelo menos a do Príncipe Real, não foi feliz. E aquela ideia de servir cafés em copos de papel e de amido de milho (acho que li algures que é isso) também não sei se será uma boa ideia. Parece que o material se deita fora, junto com o lixo orgânico e que se decompõe facilmente mas, a avaliar pela quantidade de copos usados que vemos pelo chão, tem contribuído para sujar ainda mais a área à volta. E tomar café nestes copos retira metade do prazer que associamos a este acto. Das duas uma: ou é já uma medida no âmbito do plano de contingência da gripe A ou, quem gere os quiosques, pretende apostar no mazagrã em detrimento da, já também tradicional, bica.

Curiosidade

Hoje é dia 07.08.09.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hoje somos todos Hibakusha

Recordou-me a Patrícia, logo pela manhã, que foi há 64 anos. A "little boy" fez milhares de mortos. Três dias depois a "fat man" fez mais milhares de mortos. Os números esmagam-nos. As demonstrações de força de um país sobre outro nunca mais atingiram níveis destes. Mas é assustador pensar que a tecnologia anda por aí e que o fantasma do uso da energia nuclear para fins militares não está, de todo, afastado.
Obama terá dito que, como única potência a ter utilizado a bomba atómica, os Estados Unidos têm a "responsabilidade moral de actuar para obter um mundo sem armas nucleares".
Não é por ter acontecido longe daqui que nos devemos esquecer deste dia mais que imperfeito. Recordar o texto de Vinicius de Moraes pode ser uma das formas...


Foi você que pediu um kit religioso?



Boa noite, eu sou Manuela Ferreira Leite

Em jeito de pivot de telejornal, já em Maio, Manuela Ferreira Leite concordava que é preciso fazer política com as pessoas.
Esqueceu-se de acrescentar que a escolha dessas pessoas seria feita por si.
Eu acho que Passos Coelho, Miguel Relvas e outros não ligaram para a Linha Fale Connosco!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Não percebo porque não funciona!

Num centro comercial uma criança está junto à montra de uma daquelas lojas de electrodomésticos, que as grandes superfícies comerciais agora têm junto ao supermercado. As suas mãos estão agarradas ao vidro. Está calor. Lá dentro, virada para o vidro, uma ventoinha de pé alto está a funcionar, fazendo levantar no ar umas fitinhas coloridas que estão agarradas a ela. A criança parece não perceber porque é que não acontece o mesmo aos seus cabelos e porque não sente o ar mais fresco.

Declaração para todos os efeitos

A todos os que me têm perguntado:

Nasci na vila de Oeiras (e não Óeiras). Vivo, desde essa altura, no concelho de Oeiras. Nunca votei no PSD quando Isaltino era candidato à CMO por aquele partido. Nunca votei no movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente (IOMAF). A 11 de Outubro deste ano não vou votar IOMAF.

E recuso-me a fazer parte de qualquer julgamento. Não tenho competência para tal nem creio que qualquer um dos munícipes de Oeiras o possa fazer. Para isso temos o sistema judicial que, apesar de todos os problemas, ainda tem a função de tomar decisões nessa matéria. Por isso devemos deixar a justiça funcionar . A propósito tem algum interesse perceber que se, por estes dias, fosse feita uma sondagem de opinião sobre os tribunais haveria de certeza percentagens elevadas de opiniões positivas. Os humanos gostam de ver alguém com poder nestas situações. Mas daí até levarmos Isaltino ao pelourinho é outra coisa bem diferente. O voto, esse sim, devemos usá-lo sem pressões. Não vamos votar para confirmar ou não uma decisão do tribunal. Vamos votar usando a nossa consciência que nos ajudará a pensar se queremos um presidente de Câmara que tem obra feita (quem conheceu e conhece Oeiras sabe que o concelho mudou, de facto, imenso e quase sempre para melhor) mas que, de acordo com as provas em que o tribunal se baseou para o condenar, erigiu essa obra à sombra de ilegalidades e corrupção.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Noiva procura-se. Dá-se preferência a quem goste de tachos e panelas.

No domingo, na SIC, Cristiano Ronaldo motivou mais uma "peça jornalística" de fino recorte. Entre imagens e descrições da casa que o futebolista terá comprado nos arredores de Madrid disseram-se coisas como: "Cristiano, ao que se sabe, não tem grande mão para a cozinha. Mas, caso a próxima noiva goste de tachos e panelas, então esta será uma das zonas mais importantes da casa". Ou ainda, "CR já tem o palácio à espera...agora só falta a princesa" (para pôr lá dentro, presume-se).
Que contributo tão interessante no âmbito das medidas, preconizadas pela UE, no sentido de utilizar linguagem positiva e difundir imagens que contribuam para a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens e contrariem estereótipos de género.

Sete anos de prisão Isaltino padeceria...

"A política não tem nada a ver", respondia Isaltino Morais quando, perante a decisão do colectivo de juízes do Tribunal de Sintra, os jornalistas lhe perguntavam se iria manter a candidatura à Câmara de Oeiras. A política não tem nada a ver com quê? Será que se ele fosse um cidadão sem cargos políticos teria tido oportunidade de acumular o dinheiro que colocou em contas fora de Portugal e de ter sido julgado pelos crimes pelos quais foi agora condenado? E será que acha que esta situação não terá qualquer relevância na sua candidatura? Se é assim, ou pensa que os eleitores não têm qualquer capacidade crítica ou está de tal maneira convencido que estes lhe darão a vitória que acredita que tudo o que se dirá nos próximos tempos não fará mossa na sua quase eterna posição de presidente da CMO. E eu, mesmo sabendo que muitas coisas serão postas noutras perspectivas, não tenho grande esperança na mudança.
Ao ler as notícias hoje não pude deixar de me lembrar do soneto de Camões que aqui, grosseiramente, se adapta a este caso:

Sete anos de prisão Isaltino padeceria
Enquanto autarca de Oeiras, terra bela;
Mas não servia só o concelho, servia-se a ele
E à Câmara apenas por prémio extra pretendia.

Os dias, na esperança da absolvição
Passava, contentando-se com presidi-la;
Porém o tribunal, usando de justiça,
Em lugar da absolvição, lhe dava a perda de mandato.

Vendo o astuto presidente que, mesmo com mil enganos,
Lhe fora assim negada a sua clamada inocência,
Como se a nova candidatura não fosse merecida;

Começa de recorrer, até à transição em julgado
Dizendo: - Mais recorreria, se não fora
Para tão longo processo, tão curto o tempo até às eleições!

O CCB está fora de si!

Vale a pena estar atento à programação. Dia 1 esteve no palco uma verdadeira força da natureza que juntou um público heterogéneo que pareceu ter ficado rendido.

O vocábulo ainda é redondo!

Dia 2 de Agosto de 1929 nasceu José Afonso. Há 80 anos, portanto.

Para não deixar passar a data em branco aqui está uma das minhas canções favoritas (ainda por cima acompanhada pelo Fausto):

sábado, 1 de agosto de 2009

Leonard's choise?

Gosto de filmes assim. Em que as imagens, belíssimas, nos fazem entrar naquelas casas, nos fazem caminhar naquelas ruas. Em que a cor parece ser sempre a certa no ambiente certo. Em que as personagens são iguais a nós. Sem rasgos de genialidade, sem a dose de força que, tantas vezes, as afasta da vida real. Em que as escolhas, tal como nessa vida real, quase nunca são escolhas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Outra "onda"

Fazendo minhas as palavras da Maria esta é definitivamente outra onda! Esta "menina", que se chama Annie Clark (mas que canta sob o nome de St. Vincent), tem um disco novo, que comprei hoje, e que se chama "Actor". Do que já ouvi deu para perceber que vou ouvir muito e muito mais...

Esta música é ainda do álbum anterior que não conheço inteiro:

Eu não vou lá estar!

Hoje, à noite, no Pavilhão Atlântico, vai estar Leonard Cohen. Apesar de não gostar do espaço estou arrependida de não ter comprado bilhetes. O facto de o ter visto, o ano passado, em Algés, (tenho ainda bem presente essa noite magnífica) pesou na decisão. Mas estou arrependida, sobretudo por não fazer a vontade às minhas filhas que, de tanto ouvirem, são fãs absolutas e pediram-me imenso para ir.
Espero que quem vá traga consigo a certeza de que a memória do espectáculo de hoje irá perdurar por longo tempo, junto com aquelas memórias que temos dos dias quase perfeitos.

Estamos condenados!

Com as eleições autárquicas a aproximarem-se é mais que certo que, em Oeiras, o vencedor está encontrado. A recolha de assinaturas para a apresentação da candidatura de Isaltino Morais (Movimento Independente ‘Isaltino, Oeiras Mais à Frente’) prossegue, a par do seu julgamento, em que é pronunciado por vários crimes, todos relacionados com actos supostamente praticados enquanto titular de cargos públicos.
E o que faz a oposição? Aposta em candidatos fortes para tentar alterar a situação que se vive há tantos anos? Não! O PS apresenta um candidato que, apesar do nome de família sonante, não diz nada aos oeirenses (aliás diz pouco aos lisboetas e já foi vereador na CML) e que, até agora, tem-se limitado a visitar lares de idosos e algumas escolas e pouco mais. O próprio PSD age como se não valesse a pena entrar na luta, ao confundir os eleitores, apresentando uma candidata (Isabel Meirelles), ao mesmo tempo que mostra o primeiro nome de que se falou (Pedro Simões) nos cartazes. Dá uma imagem de um partido que não sabe bem o que quer. Isto para falar só nos dois principais partidos da oposição.
Enfim, perante estes candidatos e sabendo nós que, para muitos, Isaltino continua a ser o autarca modelo, que mudou radicalmente a imagem do concelho, resta-nos saber se teremos um presidente condenado ou um presidente absolvido.

"Let´s look at a trailer"

Ainda falta algum tempo para podermos ver o filme mas fica já aqui uma chamada de atenção para mais uma fantasia a não perder.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Inconvenientes de conduzir um camião

Estrada entre Condeixa e Penela. O homem caminha apressado pela berma da estrada. Até porque o camião ficou mal estacionado. Além disso, quem sabe se algum outro cliente chega primeiro, àquela reentrância da mata, onde aquelas longas pernas o esperam.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Já viram se esta ideia pega?



Imaginem só as possibilidades infinitas:

Sua Excelência o PR ...entrou neste WC em ...

Sua Excelência o PR ...circulou nesta rotunda em ...

Sua Excelência o PR ...comprou três morcelas neste talho em ...

(são só alguns exemplos! A placa da foto encontra-se na entrada do edifício da Câmara Municipal da Lousã.)

A namorada dele só pode ser a outra!

Num restaurante no Algarve três jovens ingleses (2 do sexo feminino e 1 do sexo masculino) estão no final da refeição. Uma das raparigas tem estado num flirt evidente com um dos empregados de mesa. Este, brasileiro, tal como os outros, chega-se a um dos colegas e pergunta, com esperança na voz: tu achas que é namorada dele?

Obélix em Baltum


Com o mar aqui tão perto...


A sombra convidava mas as pessoas preferiam estar na praia!
Albufeira, 2009 (só porque nem tudo está assim tão mau!)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Resposta:

Não, não é Beirute, nem Gaza, nem nada tão distante. Talvez assim se perceba melhor...



Pois, a foto foi mesmo tirada, este mês, em Albufeira! Este é o verdadeiro "Allgarve"!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Onde foi tirada esta fotografia?


Terá sido em Beirute, em 2006? Vão pensando...
Agora que o tempo ficou mais fresco, vou uns dias (poucos) para Norte!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O humor como Serviço Público

Dos melhores momentos de verdadeiro Serviço Público na RTP:



É verdade que foi dirigido para uma pessoa em particular, mas foi um momento com uma enorme carga emotiva que nos fez lembrar a realidade de muitas mulheres (e também alguns homens, certamente).

Lembrei-me de uma conversa, tida há anos, com uma amiga, que trabalhou na alfabetização de adultos. Contou-me ela que uma das primeiras acções, desenvolvidas com os alunos, era tentar que eles se conhecessem, fisicamente, a si próprios. A maioria das mulheres, por exemplo, mesmo as que tinham já filhos, nunca tinha olhado para um homem nu e o que era mais marcante, nunca se tinha olhado, inteiramente despida, num espelho.

Educação – a minha, a deles, a que lhes dão e a que lhes damos

Todas as alturas são boas para falar de educação e é após o final de mais um ano lectivo, e em plenas férias escolares, que vou reflectir sobre um assunto que me acompanhou durante todo o ano. Para mais, nestes dias, em que a comunicação social tem falado dele novamente. É certo que dentro deste grande tema há inúmeros assuntos que têm sido discutidos, até à exaustão, há anos e anos, pelo menos, desde que todos podemos manifestar a nossa opinião. E é aqui que muitos vão buscar a grande viragem operada na educação no nosso país. E é claro que têm razão.
Foi a partir de 1974, ou melhor, a partir da altura em que se verificou uma organização mínima dos governos, que alguns políticos e técnicos definiram a maioria das bases que estão ainda presentes, actualmente, na política seguida para esta área. Algumas como a democratização do ensino, a igualdade de oportunidades, ou seja o acesso de todos à educação, são inquestionáveis. Podemos, no entanto, logo aqui, começar a levantar problemas. Ainda hoje este acesso não é igual em todas as regiões do país, em todas as classes sociais, em todas as categorias económicas, etc., mas só o facto de, na legislação, isso estar salvaguardado, já é um enorme avanço. Não nos podemos esquecer que, ainda há menos de um século, se discutia a pertinência de ensinar o povo a ler. (A propósito da educação durante o Estado Novo o livro de Maria Filomena Mónica “Educação e Sociedade no Portugal de Salazar” é um documento fundamental.) Mesmo depois de Salazar e antes do 25 de Abril, se a escola se abriu muito mais, também é verdade que o estímulo da capacidade de pensar dos alunos só era feita, de forma individualizada, por professores que entendiam ser esse o seu papel e não porque constituísse um objectivo do sistema em si. Eu própria, que passei pelas duas situações (pré e pós 25 de Abril), como aluna, pude perceber a diferença entre um ensino e outro.

Na escola primária, considero que tive um excelente ensino ao nível do português e da matemática, por exemplo, mas sei que não me abriram qualquer horizonte a outros níveis. Quando passei para o ciclo seguinte, já no pós 25 de Abril, os professores e os programas alertavam para outras realidades que nos permitiam questionar uma série de ideias feitas, o que é imprescindível. Mas, na realidade, desde essa altura para cá, sempre houve imensas lacunas.

Voltando ao presente! A minha filha mais velha frequentou, este ano, o 5.º ano numa escola pública (a opção pelo público foi tomada desde o 1.º ano e continua a ser a que considero mais certa). Não sei se a situação é diferente no ensino particular, nas outras escolas, ou nas outras turmas. Segundo a comunicação social, e alguns amigos com filhos no mesmo nível, não será. Na realidade, o que pude acompanhar deixa-me assustada. As notas que ela teve foram muito boas. Eu acho que nunca tive notas assim, naquele nível. No geral, a turma teve notas boas. Houve apenas um aluno que não transitou. Ora aí é que está a questão. O acompanhamento que eu fiz, ao longo do ano, permite-me perceber que, tanto no caso da minha filha, como no caso dos seus colegas, as notas atribuídas foram muito inflacionadas. Não me parece que a exigência fosse baixa. Mas, como a retenção dos alunos é tão difícil e há poucos conselhos de turma, como o da escola de Darque, que assumam situações como a que foi divulgada, mesmo os alunos que tiveram uma prestação muito fraca, acabam por ter uma fila de 3 na pauta. Ora, se estes têm 3, os que são alunos médios têm 4 e os que se destacam um pouco mais têm 5. Não são raros os casos de linhas inteiras de cincos.

E se é verdade que o estímulo positivo, dado por boas notas, pode ser saudável, também não é menos verdade que, quando os resultados não correspondem ao esforço despendido, os miúdos ficam com uma percepção falsa das suas capacidades e intuem que não é necessário trabalhar mais para atingir esses bons resultados, contrariando o que os pais lhes tentam incutir.

Uma das minhas grandes preocupações é exactamente essa. Não podemos atirar para o sistema educativo a totalidade do ónus da educação. É óbvio que há situações de famílias e meios sociais que obrigam a uma intervenção da escola a níveis de que, muitas vezes, não nos lembramos, mas, de modo geral, as capacidades dos pais, de intervirem na educação dos filhos, não são exploradas o suficiente. Quando eu andava nesta fase da vida escolar a questão do enquadramento familiar e das disponibilidades, fora da escola, faziam a diferença. E os pais nem precisavam de se preocupar muito. O facto de aprendermos a ler, a ler bem, facilitava a nossa busca de outros saberes que a escola não dava. Queríamos ler tudo o que aparecia, víamos na televisão programas que nos ensinavam coisas muito interessantes, a par, claro, dos de puro divertimento. Mas era a leitura que fazia a diferença! E é aí que penso que o problema é maior hoje em dia. Pois, lá vem a história das séries de televisão tipo “Morangos com Açúcar”, as Playstations, os jogos na internet… Somos nós, os pais, que temos que controlar o uso de todos esses meios, que estimular a leitura, que os fazer ver outros programas de televisão e fazer tantas outras coisas que são, acima de tudo, responsabilidade nossa.

Mas será que sou só eu a pensar assim ou é mesmo difícil, actualmente, cumprir o nosso papel?
(Mas que enorme texto... desculpem, acho que isto não se deve fazer nos blogues!)

Que boa surpresa!

Há já algum tempo que não ia ao Speakeasy. Ontem, num repente, resolvemos ir! O parque de estacionamento lotado, numa terça-feira, fazia desconfiar que alguma coisa se passava. Só quando entrei me apercebi que quem estava no palco era Ivan Lins. Para lá dos excelentes músicos presentes, entre os quais Laurent Filipe, que toca excelentemente, subiram ao palco, além do Gil do Carmo, Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo. Foram tocadas algumas músicas do novo álbum e músicas mais antigas, sim, daquelas que a Elis Regina, a Simone e outros cantaram tão bem... Foi tão bom!

terça-feira, 21 de julho de 2009

A importância do nome das músicas

Não sou muito apreciadora de música sem palavras mas este Norberto Lobo faz com que não seja preciso dizer-se nada.
Além disso os títulos das músicas do álbum, que tenho ouvido bastante ultimamente (e do qual saiu este tema), são únicos e ouvindo percebe-se porque foram escolhidos. Vejam só alguns: Brisa Biónica, Vento em Polpa, Marquise Quântica, Zumbido Azedo.

Docemente só!

Quem circula na Ponte 25 de Abril e observa a área, bastante grande, onde se localizava a Fábrica de Açúcar de Alcântara, e onde já só estão os restos dos edifícios, pode ver, mesmo no meio, um ponto de cor, um quiosque de venda de gelados, com certeza, ali deixado após o fecho do parque de diversões que ali esteve instalado. Algo me diz que não deve ter sido esquecimento!

Piri Piri para para...


E é de venda livre!
(Julho 2009)

Que seca!

Praia da Vieira
(Junho 2009)

É esta a nossa casa?

Vi hoje este filme:



A própria realizadora chama-lhe uma fábula contemporânea sobre a família. As situações extremas que vemos no filme a isso levam a crer. Os actores estão muito bem e o miúdo é fenomenal. A realidade é que o nosso olhar, ao passar pelas casas que vemos à beira das estradas, nunca mais será o mesmo.

Não pude deixar de me lembrar (sobretudo nas imagens do engarrafamento) do conto "A auto-estrada do Sul" de Julio Cortázar, um dos meus favoritos, e que eu considero sublime, em que há como que uma fábula, em espelho, desta. Nesse conto a história é contada de dentro da auto-estrada onde um engarrafamento monstruoso, que durará dias a fio, vai obrigar à criação de relações humanas entre automobilistas, como se de uma sociedade se tratasse.

No final do filme fica a ideia de que, por vezes, é preciso sair de casa para a encontrarmos!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"If you believe they put a man on the moon"

Teorias da conspiração à parte (e eu sou das que acredito que tudo é possível!) sempre acreditei neste feito, não sei se mais científico, se mais político, que encheu de orgulho americanos e humanos em geral. E acho que nós portugueses sempre sentimos alguma afinidade com a colocação daquela bandeira em solo lunar, à semelhança dos padrões erguidos pelos nossos antepassados em terras conquistadas!

Deixo, por isso, um poema que nos lembra que a novidade, afinal, está no local onde a pegada foi deixada e não no homem que a fez!

Poema do Homem Novo

Neil Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.

Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.

A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um invólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.

Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num burburinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.

Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.

Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.

Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.

António Gedeão, in 'Novos Poemas Póstumos'

domingo, 19 de julho de 2009

O padrinho será Pinto da Costa?


A montra é em Lisboa. O casamento será no Porto?

Qual Tamiflu, qual quê!


É certo que não se identifica o tipo de vírus mas, nesta altura em que tanto se fala do H1N1, não deixa de ser questionável que um hipermercado tenha à venda, desta forma, um aparelho como este!

domingo, 12 de julho de 2009

Corrimão ou porta-menus?


As Escadinhas do Duque foram, literalmente, ocupadas pelas esplanadas dos restaurantes. Para quem quer "a restaurant with a view" é bom. Mas para quem, simplesmente, sobe ou desce as escadas há obstáculos a mais. Agora até já nem se pode utilizar o corrimão!

À mercê de quem passa

Quase todos os dias ela lá está. Na esquina da Travessa da Cara, agarrada a um sinal de trânsito, uma mulher, de mais de 70 anos, excessivamente maquilhada, cujo corpo já não lhe obedece, pede, a quem passa, que a ajude a ir até à esquina seguinte.

Olive field for now


Porque não é muito comum vermos o Largo Camões relvado aqui fica o registo.

(Trata-se de uma campanha publicitária de uma marca de azeites)

sábado, 11 de julho de 2009

Sabores a "Caramel e Cinnamon"

A sala não estava cheia. Mas isso não fez qualquer diferença. Na primeira parte, Nicole Eitner. Interessante.

Suzanne Vega, que hoje estará em Londres com Leonard Cohen, e a quem cantámos os parabéns à meia-noite (faz hoje 50 anos), fez-nos recordar canções mais antigas. Lembram-se?



Mas, tal como se esperava, também nos contou histórias novas, como esta, de Frank Sinatra e Ava Gardner, que nos diz que "it's not enough to be in love"!


Frank and Ava Video

Prémio: "Eu não estou aqui para enganar ninguém!"


Isaltino vota na sua segurança!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

"Guarda do calor o que guarda do frio"

Estavam 30 graus. Mas a mulher permanecia, como é costume, no mesmo lugar, junto ao Largo do Calhariz, a pedir dinheiro a quem passava, embrulhada num cobertor.
Será que espera que o cobertor retenha o calor do sol para poder usar quando chegar o frio do Inverno?

Ambulâncias a perder de vista


Hoje, em Belém, ninguém iria morrer por falta de assistência médica ou transporte para o hospital!

O optimus já está alive

O comboio estava apinhado de festivaleiros que, de t-shirts pretas (sobretudo alusivas aos Metallica) e garrafas de cerveja de litro na mão, antecipavam o espírito da festa que se seguiria. Seria antes ou depois que iriam extrair o ADN de morangos?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Espermatozóides ou Espermatodróides?

Parece que agora é que os homens vão deixar de ser necessários!
E será que os de laboratório também já sabem nadar?

O cúmulo da coerência

As histórias da exploração a que Joe Jackson sujeitava os filhos já eram conhecidas há muito. Mas aproveitar o tempo de antena, que lhe davam para falar da morte do filho, para promover a sua nova editora discográfica está para além do imaginável. De facto, não pode ser acusado de incoerência!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CR9 = €€€€€€€€€€....... e os jornalistas Matrioskas

Não, não vou falar do facto da camisola de Cristiano Ronaldo estar a vender à média de 2 por minuto (o que a 85 € cada já dá uma boa quantia), nem de todos os números envolvidos nesta questão. Nem mesmo do facto de 6 canais de televisão em Portugal (3 generalistas e 3 de notícias) terem dado, em directo, a sua apresentação no Santiago Bernabéu pois sei que, em termos de audiências, deve ter havido um pico enorme, para todos os canais, nessa altura.
O que eu achei absurdo foi que, no dia seguinte, numa das peças do Jornal da Noite da SIC, apresentado por Clara de Sousa, esta passou a emissão ao jornalista Pedro Mourinho, em Madrid, que introduziu, como notícia, a entrevista que um outro jornalista da SIC, Nuno Luz, que terá passado o dia 6 com Cristiano Ronaldo, deu à Real Madrid TV e que, segundo afirmou, teria sido a primeira cara a surgir no grande ecrã do estádio (que maravilha!). E lá vimos nós Nuno Luz a falar, como um grande especialista, sobre as características pessoais do jogador, os seus sentimentos e expectativas. Assim se passaram uns largos minutos. Sim, senhor, que interessante que foi ver uma jornalista a apresentar um jornalista que apresentou um jornalista a ser entrevistado por uma jornalista...

Preocupações

No Largo Trindade Coelho, um trabalhador nas obras do espaço público que ali estão a decorrer, que trabalha todo o dia ao sol, abeira-se da vedação e diz para um homem já idoso, com aspecto de mendigo que se sentava, também ao sol, numas escadas de acesso a um prédio: Oh, homem, vá para a sombra que ainda se constipa!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Caído

Rua da Misericórdia. No passeio, um velho caído.
Os telemóveis desligados, nas mãos de alguns transeuntes, indicam que já foi chamada uma ambulância. Junto a ele, de costas, um polícia olha para a rua, aguardando a chegada de socorro.
Ninguém olha para o velho.

Madrid

Num dia em que se ouviu falar tanto do Real Madrid porque não ouvir uma canção belíssima de Joaquín Sabina (que parece que é o hino do Atlético) e que fala da Madrid real?



Allá donde se cruzan los caminos,
donde el mar no se puede concebir,
donde regresa siempre el fugitivo,
pongamos que hablo de Madrid.

Donde el deseo viaja en ascensores,
un agujero queda para mí,
que me dejo la vida en sus rincones,
pongamos que hablo de Madrid.

Las niñas ya no quieren ser princesas,
y a los niños les da por perseguir
el mar dentro de un vaso de ginebra,
pongamos que hablo de Madrid.

Los pájaros visitan al psiquiatra,
las estrellas se olvidan de salir,
la muerte viaja en ambulancias blancas,
pongamos que hablo de Madrid.

El sol es una estufa de butano,
la vida un metro a punto de partir,
hay una jeringuilla en el lavabo,
pongamos que hablo de Madrid.

Cuando la muerte venga a visitarme,
que me lleven al sur donde nací,
aquí no queda sitio para nadie,
pongamos que hablo de Madrid.

sábado, 4 de julho de 2009

Uma oportunidade perdida / Uma outra ganha

A de ver estes excelentes músicos, há uns meses atrás, no OndaJazz / a de ter tomado conhecimento da sua existência (Obrigada, Maria)

Contar a cantar

É o que sempre fez Suzanne Vega que tem um disco novo "Beauty & Crime". Porque gosto de ouvir contar e cantar histórias vou na 6.ª feira, 10 vê-la aqui. E sei que ainda há bilhetes.

E para relembrar uma história de Nova Iorque neste dia que é o da Independência nos EUA...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O (Det)estado da Nação

Ou como, em segundos, se passa de respeitável ministro da economia, para persona non grata para o governo e para o país.
Num debate sobre o Estado da Nação aquelas imagens não podiam ser mais constrangedoras para todos nós!
O que é facto é que este é o dia em que se desfaz a magnífica dupla de "Lino e Pino". Sem ela o Governo não será certamente o mesmo!
Estou curiosa para saber qual a análise que A. Peres Metello, que hoje, na sua crónica, previa que este debate ia ser "algo esquisito" e "distorcido", fará deste assunto.

E a propósito de música...

Num mar de música

Em noites destas sabe bem, muito bem, estar ao Largo!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma das razões/poemas porque gosto de Julio Cortázar

El futuro

Y sé muy bien que no estarás.
No estarás en la calle, en el murmullo que brota de noche
de los postes de alumbrado, ni en el gesto
de elegir el menú, ni en la sonrisa
que alivia los completos en los subtes,
ni en los libros prestados ni en el hasta mañana.

No estarás en mis sueños,
en el destino original de mis palabras,
ni en una cifra telefónica estarás
o en el color de un par de guantes o una blusa.
Me enojaré, amor mío, sin que sea por ti,
y compraré bombones pero no para ti,
me pararé en la esquina a la que no vendrás,
y diré las palabras que se dicen
y comeré las cosas que se comen
y soñaré las cosas que se sueñan
y sé muy bien que no estarás,
ni aquí adentro, la cárcel donde aún te retengo,
ni allí fuera, este río de calles y de puentes.
No estarás para nada, no serás ni recuerdo,
y cuando piense en ti pensaré un pensamiento
que oscuramente trata de acordarse de ti.

domingo, 28 de junho de 2009

Mais três recordes no Guinness para Portugal!

Apesar das vozes que já se manifestaram contra o "evento", a realização de um "mega-piquenique" no Parque da Bela Vista em Lisboa, organizado por uma cadeia de supermercados da Sonae Distribuição, e que incluía um concerto de Tony Carreira, permitiu que fossem batidos nada mais, nada menos do que três recordes, todos eles certificados pelo guinness book of world records.
  1. Mais de 22 mil "piquenicantes"
  2. Maior aplauso do mundo
  3. Maior caixote de lixo do mundo

Digam lá se esta notícia não vos deixa orgulhosos?

sábado, 27 de junho de 2009

"A senhora não quer uma caneta do Pato Donald?"

Há já algum tempo que não os via. Hoje encontrei-os por duas vezes. De manhã, ele e a sua "companheira", como gosta de lhe chamar, estavam sentados na estação, não nos bancos (nunca os vi sentados nos bancos), mas na zona mais baixa do muro que ladeia o acesso às plataformas. Estavam a fumar, com uma enorme calma, vestidos como se estivessem já à espera do Outono.

"Estamos inscritos no serviço nacional de emprego como dois sem abrigo", como se tal condição fosse uma profissão, informava ele, ao final da tarde, no comboio, mas, "para podermos sobreviver, sem roubar, vemos-nos obrigados a vender canetas do Pato Donald e carteirinhas para o passe..." Ele não pára de falar. Ela apenas percorre a carruagem à sua frente, mostrando os artigos, sussurrando qualquer coisa que não se chega a perceber o que é, indiferente aos olhares que se detêm na sua barba que, de tão grande, suscita comentários e algumas risadas.

Na carruagem em que eu estava não venderam nada. Mas ainda há mais carruagens à frente...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

1958-2009

(imagem em pochettescd.free.fr/images/m/Michael_Jackson_...)


Esta noite, alguns sites e algumas televisões noticiam que Michael Jackson terá falecido devido a paragem cardíaca. Tinha 50 anos e um percurso de vida que mesmo os antigos fãs deixaram de acompanhar por não compreenderem as suas opções relativas ao seu corpo e ao seu modo de vida.

Também eu (tal como milhões de pessoas em todo o mundo), em 1982, comprei este álbum e dancei imenso ao som destas canções.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Ai Portugal... não te deixes assim vestir"

Miguel Júdice afirmou ontem, no programa "Prós e Contras" da RTP sobre turismo, que "Portugal precisa vestir uma mini-saia" para se tornar "mais sexy e atraente".
Será que Miguel Júdice não quer aumento de concorrência para a sua quinta de charme, onde D. Inês (que não consta que usasse mini-saia, mas mesmo assim era considerada "sexy e atraente") terá derramado as últimas lágrimas?
Se os responsáveis pelo turismo tiverem a mesma opinião, a estratégia, seguida um pouco por todo o país, de criação de hotéis de charme, terá que ser repensada. É que parece-me que hotéis de charme combinam melhor com vestidos compridos do que com mini-saias!

A pergunta e a resposta

Duas senhoras, com cerca de 60 anos, que não pareciam frequentar, com assiduidade, locais onde habitualmente se expõem obras de arte, estavam paradas frente a esta(s) obra(s), no início da R. do Alecrim. Uma delas perguntava: mas para que é que isto serve?
Respondo eu: serve para duas senhoras, com cerca de 60 anos, que não parecem frequentar, com assiduidade, locais onde habitualmente se expõem obras de arte, pararem, observarem e perguntarem para que é que aquilo serve!

Boas notícias

Polémica à parte (os números ultimamente têm-se discutido muito) a diminuição do número de mortes, na estrada, em Portugal, parece ser uma realidade! É claro que, para tal, muitos factores têm contribuído: a renovação do parque automóvel, a melhoria da qualidade das estradas (o aumento do n.º de autoestradas pesa muito aqui), a melhoria na sinalização, o aumento efectivo do controle por parte das autoridades... Mas parece-me, sobretudo, que há uma mudança de atitude dos automobilistas que percebem que o seu papel é fundamental. Claro que o aumento desta consciência não está presente em todos os que conduzem (os que, por terem automóveis que dão 250 Km/h, circulam na estrada como se estivessem no seu autódromo particular, não serão, com certeza, um exemplo)!
De qualquer forma parece-me que há razões para estar moderadamente contente.

Crónica de um elogio anunciado

António Peres Metello tem, há alguns anos, uma crónica diária na TSF, "Economia dia-a-dia ", na qual, em pouco mais de um minuto, fala de temas actuais da economia, claro! Por ter, normalmente, o rádio ligado a essa hora costumo ouvi-la. O aspecto positivo desta crónica prende-se com a linguagem acessível que permite uma rápida compreensão de temas que, por vezes, são um pouco áridos.
No entanto, a defesa, às vezes mais velada, mas quase sempre óbvia, das iniciativas de determinado partido, que agora é governo, sempre foi uma constante. Ouçam-se algumas crónicas ao acaso. Hoje, mais uma vez, a propósito da inauguração, em Mira, de uma unidade de produção da Pescanova, os comentários, de apenas um sentido, foram tão gritantes que a crónica me irritou. Parecia que estávamos a ouvir o próprio ministro! Já era tempo de a TSF, ou alguém, dizer ao Dr. Peres Metello que já ninguém o atura naquele papel de economista do regime!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Elogio do Inverno

Pois é mesmo hoje, na primeira noite do Verão, a mais curta do ano, que me apetece defender uma estação que, com frequência, se ouve dizer que se detesta. Não me interpretem mal! Eu gosto do Verão. Na verdade sou daquelas pessoas para quem todas as estações do ano têm algo de positivo. Aliás só assim se poderia apreciar determinados aspectos que caracterizam cada uma. Mas não vejo qualquer vantagem nos excessos meteorológicos e, no caso do Verão, o excesso de calor deixa-me de rastos! Não percebo como, com as temperaturas que têm feito, se pode estar bem.
Ora, no Inverno, podemos sempre vestir mais uma camisola e um casaco sem que a dificuldade em respirar nos afecte. Nem vou falar agora dos benefícios óbvios do tão maltratado "mau tempo".
Eu gosto da chuva, não para ficar em casa a olhá-la da janela, mas para passear. As ruas da cidade ficam mais brilhantes, as pessoas aceleram mais o passo, os chapéus de chuva cruzam-se. Apetece-nos entrar num café e beber um chá quente e conversar.
A noite chega mais cedo e esconde algumas coisas mas revela outras a quem, a maior parte das vezes, vai directamente do trabalho para casa e só volta a sair no dia seguinte. As luzes, que se acendem também mais cedo, com a chuva, ganham outros reflexos.
Já sei que os argumentos a favor do "bom tempo" são imensos... mas vá lá, tentem ser mais neutros e não vejam só os aspectos positivos de um e negativos de outro.

domingo, 21 de junho de 2009

Outra noite quase perfeita

Não cheguei cedo o suficiente para ficar num lugar em que pudesse tirar boas fotografias e por isso as que tenho não fazem jus ao magnífico ambiente que se viveu, na noite de 19, na Casa da Pesca do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras. O cenário não podia estar mais belo. Eu não gosto especialmente de fado mas abro algumas excepções e Camané, acompanhado por guitarra portuguesa, viola dedilhada e contrabaixo e que "jogava em casa", já que, como fez questão de dizer, Oeiras é a sua terra (nasceu no mesmo local e no mesmo ano que eu), foi sublime! O único senão, para mim, foi o público que, apesar da temperatura alta que se fazia sentir, me pareceu, no final, um pouco frio, não obrigando a outro encore o que deixou água na boca!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Instantes

Há determinadas imagens a que, se estivermos atentos, nos prendemos. Às vezes elas ficam apenas na nossa cabeça, ou por não termos máquina fotográfica connosco, ou porque nos parece que o seu registo fotográfico iria incomodar o retratado. É o caso destas duas:
  • Pela hora do almoço, um aparente sem abrigo e, também pela aparência, não português, instalado, com os seus haveres, num banco no jardim do Príncipe Real, consultava um dicionário de bolso.
  • Na estação do Cais do Sodré, em plena hora de ponta, uma rapariga sentada no chão de uma das plataformas, sem sapatos, pintava as unhas dos pés de vermelho.

Erro de colocação?


Era esta a imagem que se via num mupi, hoje, na estação de metro dos Restauradores.

Pelos vistos, José Eduardo Moniz, com os sentimentos às avessas na TVI, não arriscou lidar com os sentimentos dos milhares de sócios do Benfica. Ou teria sido receio de ser entrevistado no jornal de 6.ª feira da sua televisão, cuja jornalista responsável parece não gostar especialmente de benfiquistas que, num futuro próximo, serão candidatos em eleições?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As amarguras de uma benfiquista

São estes os candidatos à presidência do Benfica?

Luís Filipe Vieira, que continua acompanhado por Fernando Seara, promete mais do mesmo, trocando a boa figura e a calma de Quique Flores por Jorge Jesus cujo melhor resultado de uma equipa sua, na Liga, foi um 5.º lugar. Esperemos que consiga comunicar melhor com os jogadores, no campo, do que nos meios de comunicação social. (Uma coisa é certa: se os resultados não nos fizerem rir, pelo menos os seus comentários farão!)

A propósito:


Mas se Vieira tem Jesus do seu lado, Bruno Carvalho, o outro candidato, dispensando Jesus, quer ganhar terreno aproximando-se do céu. Para isso nada melhor do que fretar um avião para oficializar a sua candidatura! Veremos se não subiu demais!
Parece que ambos apelam para o além! Será que já não encontram salvação, para o clube, aqui na terra ?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma pequena vitória

O Estádio Nacional, localizado no concelho de Oeiras, é mais do que o estádio propriamente dito. Ele engloba diversas áreas, algumas ligadas a desportos em particular, outras sendo apenas de utilização livre. Ora é exactamente numa dessas áreas que o Instituto de Desporto de Portugal, em parceria com o Instituto de Turismo de Portugal e a Federação Portuguesa de Golfe querem implantar um campo de golfe de 18 buracos, que irá ocupar uma área de 22 hectares, com um custo de construção previsto de 6 milhões de euros! A pista de corta-mato desaparecerá e a área será vedada pelo que a população em geral deixará de ter acesso a esses terrenos.

Para além disto as obras, que já começaram, implicam o derrube das árvores que aí existem para não falar dos gastos com água para manter mais um campo de golfe. E o rio Jamor?

Foi com muitas dúvidas e poucas respostas que "um grupo de amigos do estádio nacional" decidiu fazer alguma coisa! Para já foi entregue no tribunal uma providência cautelar, que foi aceite hoje pelo que, até ser julgada, as obras estarão suspensas.

Este movimento é importante e demonstra que há cidadãos interessados em defender a possibilidade de todos usufruirmos de um espaço que foi criado exactamente para todos.

Por morar muito perto, muitas horas da minha infância foram passadas no Estádio Nacional. Mais tarde, foi aí que iniciei a minha vida profissional, enquanto técnica da Divisão de Habitação da Câmara Municipal de Oeiras, que libertou aquela zona das casas pré-fabricadas e barracas que existiam naquele local.

Algumas áreas do Estádio Nacional, aparentemente por questões de segurança, foram já vedadas há anos. Pelos vistos, por este andar, prevê-se que, no futuro, o acesso seja tão restrito que poucos tenham o prazer de dele desfrutar.

No entanto, não posso deixar de pensar que a ideia de o subtrair a uma utilização mais alargada tenha a ver, também, com a percepção que as entidades agora envolvidas no processo terão, ao verificar que, na maior parte do tempo, mesmo durante o fim de semana, não se vê vivalma. De facto, os hábitos de lazer das populações, mesmo as que residem perto, não incluem passar algum tempo neste espaço. E aí todos nós temos uma quota parte de responsabilidade. Eu própria faço mea culpa.

Mas também é verdade que o papel das entidades públicas, em casos destes, deverá ser a criação de estratégias para levar mais gente a usar estes espaços e não, a enormes custos para todos, torná-los acessíveis apenas a alguns!

domingo, 14 de junho de 2009

Flutuar em noite de Santo António

Apesar das sardinhas estarem com um ar convidativo foi o concerto de Susana Félix que nos levou ao recinto da feira onde se desenrola parte das festas do concelho de Oeiras. O concerto foi muito bom. Os músicos que a acompanharam são fabulosos.
As minhas filhas estrearam-se nos pedidos de autógrafos a músicos (na feira do livro tinham conseguido autógrafos de uma das autoras da colecção Aventura). O seu ar de satisfação ao olharem para o disco autografado é muito engraçado!

Gosto de partilhar com elas este gosto por esta voz e por canções como esta:

sábado, 13 de junho de 2009

Variações de António (2)


(imagem em http://www.pmf.sc.gov.br/)

Deste outro António, Fernando António, poeta de nomes vários, sabemos que nunca se revelou para além da sua imagem de modesto empregado de escritório.
Provavelmente porque a sua vida interior, onde se cruzavam tantas personagens, era tão intensa que não deixava tempo e espaço para a que vivia.

Do Cancioneiro:

Tenho tanto sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Variações de António (1)

(imagem em blitz.aeiou.pt)

"Estava eu a pensar agora em ti
E tu aqui"

Eu era ainda muito criança para perceber o alcance da figura que se vestia de forma distinta de todos os outros, como que a querer chamar a atenção, mas, ao mesmo tempo, tão tímida. No entanto a sua aparição no "Passeio dos Alegres"(obrigada Júlio Isidro) e noutros programas de televisão e as suas músicas, dançáveis e simultaneamente com textos profundos, não me deixavam indiferente. Nem a mim nem a muitos que lhe admiraram a coragem de se mostrar como era.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Corpus Christi

Celebrou-se hoje um feriado que para muitos, mesmo para alguns que se dizem católicos, levanta sempre a questão: mas que feriado é este? (Esta pergunta foi-me colocada por algumas pessoas, incluindo as minhas filhas - actualmente com 9 e 10 anos). Bem, para uma resposta rápida, pode-se consultar a Wikipédia. Mas o que me faz pensar sobre este dia e outros, associados a festividades que a Igreja Católica comemora, é exactamente o seu peso na vida dos que a ela se consideram ligados. Daqui poderá partir-se para um tema inesgotável mas lembrei-me disto a propósito de um pequeno artigo que li há uns meses no Expresso em que se falava do "paradoxo do ateísmo" e cuja frase final (de Ernst Bloch) nos dizia que "Só um ateu pode ser um bom cristão, só um cristão pode ser um bom ateu". Ultimamente tenho pensado bastante na questão da educação religiosa. Tendo tido uma educação católica (concretizada até à primeira comunhão), apenas posta em causa aos 14 anos, optei por uma postura de compromisso familiar tendo baptizado as minhas filhas, mas sem dar qualquer seguimento à sua educação religiosa. E a questão, de há uns anos para cá, é colocada por elas próprias, quer por influência da avó materna, que lhes ensina algumas orações, quer por alguns colegas que frequentam a catequese na igreja católica, na evangélica ou outras. A vontade de saber e de participar em alguns ritos é grande e nem sempre as minhas explicações as satisfazem. O facto de termos assistido, por insistência delas, à primeira comunhão de alguns colegas é um exemplo. Isto leva-me a pensar que talvez não tenha feito a opção mais correcta e que a escolha de seguir ou não os ensinamentos de uma religião deveria ser feita por elas, tendo como base alguns desses ensinamentos, pois só conhecendo-os poderiam concordar ou discordar deles. Tenho algum receio de que o facto de não terem participado, nesta fase do crescimento, em algo que remete para os temas mais afastados da vida quotidiana leve a interessarem-se, mais tarde, de uma forma mais forte, mas menos correcta, por estas questões.

Um presidente que leva à letra o verso de Camões:

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"
Mas não é só o tempo que explica a mudança de vontades!
Segundo fonte oficial foram os "entraves burocráticos" que impediram, na altura, a atribuição da pensão requerida por Salgueiro Maia.
"...quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui." Salgueiro Maia disse estas frases na madrugada do dia 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, antes de seguir para Lisboa. Provavelmente não pensou em possíveis entraves burocráticos (nem de outro género)!

No dia de Portugal e de Camões


Num dia de Portugal longe de ser perfeito, em Lisboa, junto à estátua do poeta, o ambiente era quase perfeito!










A propósito do último post

Ouvi dizer que saiu um novo disco dele. Será boato?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Magnífica versão

O som não é o melhor mas a inquietação que nos transmite faz esquecer tudo!

domingo, 7 de junho de 2009

Eleições - Um perde. Outros ganham. E a maioria?

Já está quase tudo definido a esta hora. Em Portugal o PS perde as eleições europeias. Há vários partidos que ganham, uns à direita, outros à esquerda. A pergunta que se impõe é: e a grande maioria dos que não foram votar, fizeram-no para mostrar que estão descontentes, ou porque acham que está tudo bem como está?
E no resto da Europa, a tendência para os partidos de direita levarem a melhor (parece que até Le Pen vai voltar ao parlamento!) significa o quê? A punição dos partidos do poder poderia ser uma explicação. Ela é válida em alguns casos. Mas e, por exemplo, nos casos da França e da Itália? O próximo parlamento europeu será melhor ou pior que o anterior? São os futuros deputados que o irão decidir. Casos de "cromos", por essa Europa, que vão para Estrasburgo não faltam. E quem vai dar por isso? Por enquanto, parece-me que a maioria dos europeus não está minimamente interessada no assunto.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia(s) de Reflexão

Debate-se, actualmente, a necessidade de ser cumprido o dia de reflexão na véspera da realização de actos eleitorais. A sua observação faria mais sentido se, de facto, ele servisse para reflectir. E motivos de reflexão não faltam! Um deles é, pensando em termos europeus e não meramente nacionais (e porque as eleições europeias são já no domingo), o avanço das ideias e do peso, nos parlamentos dos vários países, dos partidos da chamada extrema-direita (os primeiros resultados na Holanda apontam para isso mesmo). Sim, por incrível que pareça a quem aprendeu a considerar como actos passados, findos, as atrocidades cometidas pelos seguidores destas ideias na Europa, elas ganham novamente terreno; terreno deixado livre pelos descrentes em relação às capacidades dos políticos actuais para dar resposta às necessidades das populações, cada vez mais afastadas da política. Por esta e muitas outras razões não devemos deixar de votar pensando que o nosso voto não fará qualquer diferença. Claro que fará diferença!
Pessoalmente continuo a sentir orgulho, apesar de alguns pesares, quando, em dia de eleições, ouço o meu nome lido na mesa de voto. Os cadernos eleitorais têm os nomes dos que podem fazer a diferença: todos nós.

4 Junho 1989 - Um dia mais-que-imperfeito

Não foi há 20 anos! Foi hoje! Enquanto a versão oficial chinesa falar em "incidente" o massacre de Tiananmen acontecerá todos os dias. Ouvi hoje um jornalista falar em vergonha (do regime chinês ao aceitar que errou). Será, mas é muito mais que isso pois as perseguições, a quem de alguma forma quer denunciar e aprofundar tudo o que aconteceu naqueles dias, continuam!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A ligação ao mundo

Banalizou-se o uso de headphones para audição de todo o tipo de sons que são transmitidos por aparelhos diversos. É um facto que podermos estar em qualquer sítio a ouvir, por exemplo, a nossa música favorita é óptimo. Já é, no entanto, discutível partilhá-la com outros quando o volume está tão alto que "salta" para fora obrigando-os a ouvir sem o quererem fazer. Esta atitude é, muitas vezes, voluntária pois sentimo-nos bem ao saber que os outros ouvem o que nós gostamos de ouvir (como quando vamos de carro e abrimos as janelas e levantamos o volume ou quando fazemos o mesmo em casa).

Mas o que me leva a não utilizar headphones, por exemplo na rua ou em transportes públicos, é que isso me obriga a perder o contacto auditivo com o mundo mais próximo que me rodeia. Poder ouvir os sons que chegam do exterior, sobretudo as conversas que se desenrolam à minha volta, é um prazer de que não quero abdicar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lhasa de Sela

Tenho um disco novo! E que disco! Depois dos dois anteriores concluímos que a simplicidade desta autora e cantora comove-nos sempre! Aqui fica uma pequena(?) amostra.




Vale a pena visitar o site que é visualmente muito belo e onde nos podemos perder nas palavras e nas imagens de um bom gosto e profundidade únicos.

Concerto Here and Now Lisboa

As expectativas não eram muitas e não foram ultrapassadas. O som que se ouve normalmente no Pavilhão Atlântico não é bom e desta vez não foi excepção. O público, que faltava no início do espectáculo, o que prejudicou os Curiosity Killed the Cat, apareceu depois mas não foi o suficiente para o transformar na "Festa dos Anos 80". É caso para dizer que a febre dos anos 80 não estava muito alta. Mas isso foi até bom para quem, como eu, dançou do princípio ao fim pois o espaço disponível permitiu umas coreografias menos contidas.
Os melhores da noite foram, sem dúvida, Kim Wilde e Nick Kershaw. Para mim foi uma pena o último ter sido o Rick Astley porque, se já à partida, não me interessava muito, a sua actuação foi, sem dúvida, pimba... Mas enfim, na minha qualidade de ex-adolescente dos anos 80, diverti-me bastante.