quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Bons exemplos
Tinha curiosidade. Fui a uma livraria e peguei num volume. Abri ao acaso. Página 1571. Capítulo: advérbio e sintagma adverbial. Exemplo apresentado para o advérbio de quantidade: O Cristiano Ronaldo joga muito bem.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Mera antecipação ou escassez extrema?
Depois de uma aplicação da Google ter revelado que Jesus e Maria andariam algures por sobre a Suiça, sabemos agora que estariam a caminho da festa de aniversário que o Presidente da Venezuela vai dar ainda em Novembro. Sabendo das dificuldades em assegurar a presença de tão famoso aniversariante na data a que se convencionou associar o nascimento de Cristo, Nicolás Maduro, numa decisão inédita, decretou a antecipação do Natal. Resta saber o que pensam os venezuelanos da questão. Não saberá o Presidente Maduro que comemorar o aniversário antecipadamente dá azar? Ou terá ele medo que os bens essenciais, que tanta falta têm feito no país, não cheguem a Dezembro?
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Já começou
Primeiro foram as montras de algumas lojas, logo seguidas por muitas outras, sedentas de darem aos seus clientes motivos para comprarem. Agora são os veículos pesados que bloqueiam as ruas para descarregarem as estruturas que suportam as iluminações. Os locais públicos fechados enchem-se de árvores de natal, cadeirões, cercas com animais de peluche articulados, crianças que querem brincar e pais das crianças que as levam a brincar e que ficam ali a olhá-las, como já não fazem nos verdadeiros parques infantis que agora estão vazios.
Parece que é isto a magia do Natal. E mesmo que canse toda esta excitação, que parece começar cada vez mais cedo, lá teremos que passar por, pelo menos, dois meses de época natalícia...
As notícias que já não o são e as que nunca o foram
Na sua ânsia por fazerem comentários demolidores ou espirituosos, os utilizadores do facebook (e outros meios semelhantes) raramente se dão ao trabalho de verificar se alguma coisa que lêem é efectivamente notícia ou apenas algo que alguém se lembrou de inventar e pôr a circular como sendo notícia (situações destas acontecem, por exemplo, quando se assume como uma notícia verdadeira algo publicado noutros países em jornais como o "nosso" "Inimigo Público"). Outra modalidade é comentar notícias requentadas (adjectivo completamente desajustado para este substantivo) como se elas fossem de hoje. É assim que os boatos modernos são lançados e que situações que aconteceram no passado ganham um novo fôlego. Ainda há uma ou duas semanas circulava uma notícia que dava conta de um aumento das remunerações de gestores de empresas públicas que motivava uma série de reparos feitos com uma violência verbal acentuada. O clássico "isto é uma vergonha" era o mais suave.
Estas questões são normais, eu sei. Na fúria de consumir informação e de querer deixar uma marca pessoal nessa informação não se questiona sequer a probabilidade de o que se lê não corresponder à verdade. Mais: deseja-se que as coisas mais inverosímeis sejam reais para que se possa mostrar aos amigos que nada ficará por partilhar, por criticar.
Mas o que mais me incomoda é que a aceitação de notícias absolutamente improváveis significa que já nada surpreende. Por mais indecorosa que seja a situação estamos predispostos a aceitar que ela possa mesmo ter existido, que aquilo que não passa de invenção, ou de algo que aconteceu no passado e que nunca se poderia repetir no presente, constituiu um facto. A sensação da possibilidade de realmente acontecerem as coisas mais absurdas está muito presente. E isso sim é revelador dos dias em que vivemos.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
O estado da reforma do guião, a reforma do estado do guião, o estado do guião da reforma e outras combinações
A utilização de certos termos para designar documentos que são produzidos pelos governos deveria ser repensada pelos seus autores.
Nesta questão do "guião da reforma do estado", se pensarmos que antes de um guião terá que existir um argumento, começamos logo a perceber que, neste caso, a palavra não está a ser correctamente utilizada. Na realidade, onde está o argumento?
Depois, tendo em conta que o guião deverá obedecer a uma estrutura lógica, constituindo-se como um documento de trabalho imprescindível que se transformará depois num filme, parece-me que os guionistas que elaboraram este vão ter muitas dificuldades em explicar aos técnicos e aos actores envolvidos o que pretendem realmente que venha a ser realizado. A sequência das cenas e a forma como serão postas em prática é imperceptível. E por falar em realização, quem poderia ser o escolhido? É que em Portugal não é fácil encontrar realizadores na área do cinema fantástico.
Das muitas horas que passei com os jogos da Majora
Era um dos presentes que mais gostava de receber na minha infância. Cada vez que, mesmo sem desembrulhar, percebia que era uma caixa de um jogo ficava muito feliz. Tive vários e muitos eram da Majora. O Jogo da Glória, o Sabichão, o Mikado e outros faziam-me ficar horas sentada no chão a brincar. Mesmo sem companhia podíamos jogá-los. Ainda tenho alguns guardados e as minhas filhas também brincaram com eles.
Há pouco li esta notícia. Admito que seja difícil concorrer com os jogos que os computadores e outros meios põem à disposição dos miúdos hoje em dia. Mas fico com pena que muitos não conheçam a magia de aprender com a ajuda de um sábio magnético que, com uma vara de arame, nos apontava respostas que a partir de certa altura já sabíamos de cor. Mas repetíamos e repetíamos e ele nunca se enganava. Era bom que ele voltasse agora e nos respondesse a algumas dúvidas...
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Some people...
"Some people know exactly where they're going
The pilgrims to Mecca
The climbers to the mountaintop
But me, I'm just looking
For just a single moment
So I can slip through time
Life on a string"
Laurie Anderson
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A propósito de inércia
- Filha, vai calçar uns chinelos! Agora já está mais frio para andares assim...
- Ó mãe, já sabes que eu prefiro andar só de meias. Os chinelos saem dos pés e é preciso voltar a calçá-los.
M., 13 anos
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Tragédias amorosas
- Não sei o que se passa na cabeça de algumas amigas minhas no facebook, mãe. Hoje li uma frase de uma que dizia: "tu viraste uma página mas eu rasguei-a".
- Não percebo, respondi.
- Então, acabou com o namorado. Mas, com a idade dela, devia estar a falar de um livro do Winnie the Pooh...
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Inércia
A inércia faz bem e eu tenho tanta pena de não poder praticá-la mais... Por outro lado gosto bastante do trabalho de Rita Blanco como actriz. O mesmo não posso dizer da mais recente campanha de publicidade ao BES. Ao ouvi-la penso sempre que os criativos deveriam ter ficado... inertes.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Do outro lado do vidro
Olhando para dentro do restaurante vejo os clientes que estão sentados junto às janelas que dão para a praça. Riem, numa atitude de quem está de bem com a vida. Frente aos pratos que contêm pouca comida estão, aparentemente, a apreciar a experiência gastronómica que algum cozinheiro afamado preparou.
Do lado de fora, mesmo junto ao vidro, um homem, que segura na mão um conjunto de almanaques Borda d'Água, lá vai entoando a cantilena para chamar a atenção para o que quer vender. Das suas mãos escorregam alguns exemplares que caem aos seus pés. Ninguém repara e o vendedor, cego, também não se apercebe. Dentro do restaurante os convivas continuam a rir.
Do lado de fora, mesmo junto ao vidro, um homem, que segura na mão um conjunto de almanaques Borda d'Água, lá vai entoando a cantilena para chamar a atenção para o que quer vender. Das suas mãos escorregam alguns exemplares que caem aos seus pés. Ninguém repara e o vendedor, cego, também não se apercebe. Dentro do restaurante os convivas continuam a rir.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Em nome "da ordem pública, da segurança, da saúde e dos valores culturais”
É claro que esta notícia me perturba. Mas perturba-me também pensar na quantidade de vezes que já ouvi estes argumentos como justificação para se defenderem medidas semelhantes em cidades como Lisboa.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
As eleições na minha terra II
Votei por volta das 16.30. Os cadernos eleitorais tinham poucos nomes assinalados como tendo votado. Na página onde o meu nome estava só mais um eleitor tinha estado ali.
Mesmo descontando a falta de actualização dos cadernos eleitorais o que é facto é que na "minha" freguesia a abstenção foi de 55,23 %.
Quanto a eleitos, à noite, vi na televisão o presidente de câmara vencedor, de mão no peito, agradecer ao seu mentor que se encontrava, provavelmente, a ver televisão e a fumar um charuto para comemorar a sua influência junto de eleitores que pensam que para ter um concelho bem posicionado nas estatísticas vale tudo. Aliás parece que alguns votantes em Isaltino, perdão, em Paulo Vistas fizeram mais: foram à própria Carregueira mostrar que estão com ele. Quanto ao próprio Vistas deve ir hoje à hora da visita prestar vassalagem. Isaltino não estará na Assembleia Municipal mas na Câmara a sua presença continuará a fazer-se sentir. Mais uma vez e tal como há 4 anos não posso deixar de me sentir triste…
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
As eleições na minha terra I
Um dia destes ouvi, num programa em que se falava das eleições autárquicas, a jornalista perguntar a um dos comentadores como era possível que, num concelho com níveis de instrução dos mais altos do país, estivesse à frente das sondagens, um movimento ligado a Isaltino Morais que ostenta, com orgulho, aquele nome na sua designação. O comentador só respondeu que assim se vê a pouca relevância dessas questões em situações destas. Quando Isaltino ganhou há 4 anos já essa questão se colocava. Na altura escrevi isto. Agora, que o ex-presidente se encontra a cumprir pena de prisão por crimes cometidos enquanto presidente, a perspectiva é a mesma.
Enquanto os candidatos dos partidos com menos hipóteses são praticamente invisíveis (foi graças à TSF e a pesquisas na internet que soube quem eram), os principais candidatos (e aqui penso nos do IOMAF, PSD e PS) vão produzindo materiais de campanha que ou não dizem nada ou destacam promessas que estão completamente fora da alçada das suas competências.
Os que se apresentam com mais vantagem nas sondagens (Paulo Vistas e Moita Flores) das impugnações passaram aos actos e às palavras menos claras. As, agora tão em voga, arruadas têm que ter cautelas extra e os meios autárquicos servem de meios de propaganda. As redes sociais servem também propósitos pouco dignificantes (há por exemplo uma página de facebook cuja designação já permite perceber o nível de debate que ali se faz) e em nada contribuem para o esclarecimento das dúvidas dos que no domingo vão votar.
A verdade é que, em relação às propostas apresentadas, estes dois pouco diferem.O próprio Moita Flores o diz...
Talvez pudéssemos pensar que, numa conjuntura destas, o beneficiado fosse o PS mas aquele partido não investiu numa escolha consistente com a vontade de ganhar pois, mesmo não duvidando das capacidades de Marcos Sá, o seu nome pouco diz aos oeirenses.
Num cenário destes, no domingo lá irei entregar três papéis à mesa de voto, com algumas certezas relativamente aos quadrados que não irei preencher e muitas dúvidas em relação aos que preencherei. Vamos ver se não fica nada em branco...
Já o meu pai, que tem actualmente 78 anos, e não conseguindo desligar estas três eleições da situação mais global do país, pondera agora, pela primeira vez desde que lhe é permitido votar, ser um dos que vai engrossar a abstenção. Como ele poderão ser muitos o que, pelo motivo que é (a percepção da incapacidade de mudar para melhor) me entristece muito.
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