sexta-feira, 4 de julho de 2014

Há três mas são verdes...

- São tugas, são tugas!... disse a mulher para o homem. E, sendo assim,  lá ficaram sentados no banco da paragem (no caso, do eléctrico 15). Decidiram esperar por algum grupo maior a caminho da zona de Belém. As suas tácticas aplicam-se melhor a turistas incautos, mais atentos à paisagem que vêem da janela do que aos movimentos destes mestres na arte do "carteirismo". Os motoristas, polícias e passageiros habituais, que os conhecem certamente, sabem que a forma como "trabalham" dificulta muito o flagrante delito, única forma de agir. Agora a Carris decidiu que, já que não pode vencê-los nem juntar-se a eles, vai criar carreiras especiais para turistas, contando que estejam livres destas já "figuras típicas de Lisboa". Não se sabe como vai resultar esta iniciativa. Pelo preço avançado, serão os turistas mais endinheirados a escolher este novo serviço pelo que aos carteiristas restarão as carteiras menos abonadas... Mas uma coisa é certa: entre outras coisas, e para lá do lado mais genuíno (referido em guias), que incluía conversas interessantes entre quem vem de fora e sobretudo idosos que utilizam este meio de transporte nas suas deslocações diárias;  lá se vai, para alguns, a emoção toda de viajar no 28...  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"Mare nostrum"*

Foto via Facebook


A imagem, tirada de um helicóptero da Marinha italiana, suscita-nos emoções contraditórias. Este barco, cheio de pessoas que deixaram o seu país numa tentativa de poderem viver melhor ou, em muitos casos, só sobreviver; lembra-nos imediatamente as dramáticas notícias de naufrágios que têm provocado inúmeras mortes de homens, mulheres e crianças. Muitos nunca tinham visto o mar antes de se fazerem a ele desta maneira que, para nós, habituados à ideia de segurança em qualquer situação, nos parece absurdamente suicida. Mas a verdade é que este barco, para além do medo, está a abarrotar de esperança, de vontade de recomeçar, de vontade de começar. A Europa pode ser só um continente, aquele que a maior parte dos que cá estão assumem como o seu lugar, aquele onde, ainda hoje, se luta por territórios finitos que as fronteiras teimam em partir e repartir. Visto deste barco, pelo contrário, a Europa é um lugar infinito. E o que é a travessia de um mar para quem quer chegar ao infinito? 

* O título deste post, como é óbvio, nada tem a ver com as acepções atribuídas à expressão pelos antigos romanos (que a criaram), pelos nacionalistas italianos, ou pelos fascistas na época de Mussolini.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A rapariga ao fundo do café

A luz do dia não chega ao fundo do café que está na obscuridade. As paredes pintadas num tom escuro acentuam ainda mais essa ideia. Sentada a uma mesa, sozinha, a rapariga, com um computador portátil à frente, parece estar concentrada a olhar para o ecrã. Veste roupa escura e discreta. Escolheu a mesa mais afastada da porta e por isso quase se confunde com o ambiente. Mas, mesmo assim, é para ela que confluem os olhares de todos os que entram. Nos seus pés, desafiando todo aquele cenário, uns sapatos amarelos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

São cordas, senhor, são cordas...

Em "modo socialmente responsável"

As televisões preparavam os seus directos, frente à casa de Isaltino Morais. Ele, por essa hora, saía da prisão onde esteve um ano e uns meses. Mais magro e com o cabelo e a barba já completamente brancos. A defesa conseguiu, junto do Tribunal da Relação de Lisboa, a sua liberdade condicional. Para nosso bem esperemos que não seja o Ministério Público a ter razão... 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A medição do tempo

As imagens nocturnas na aldeia de Monsanto constituem um fundo para a voz de Luísa Cruz que diz este poema de Camilo Pessanha (1895). Cine Povero, responsável pelo vídeo, interpreta-o como sendo "representativo da fase da depressão, quando o indivíduo toma consciência de que a perda é inevitável e incontornável, e com ela se esfumam todos os sonhos e projectos, ao mesmo tempo que todas as lembranças associadas ao/à falecido/da se tornam particularmente pungentes".


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Das interrupções...

Passaram 5 anos e nem dei por isso... Da constância inicial já pouco resta. Mas o fim ainda não está à vista. Mesmo se, devido a outras concorrências e à falta de tempo da autora para estas interrupções, bem como para manter viva a troca de visitas que alimenta a vida dos blogues; este exercício seja, cada vez mais, um caderno fechado numa gaveta. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ainda a propósito da nos, ou da nós...

Depois de tanto tempo de suspense sobre o nascimento de uma nova marca o resultado apresentado para a designação e logótipo da fusão da Zon com a Optimus é propício a brincadeiras. Na altura lembrei-me que era caso para dizer: "A montanha pariu um... prato".
E agora nem na sede aquele logótipo se aguenta. Ele próprio insiste em dizer: no, no, no! Ou então, lido na perspectiva da empresa, como se tivesse acento - um grande nó!



O distrito de Sines

Depois de, na semana passada, ter assistido à apresentação, por parte de José Alberto Carvalho, de uma cena de gatinhos em pleno horário nobre, no jornal da noite da TVI; na noite que passou lá dei conta de mais uns disparates, no mesmo Jornal das 20 (a partir do min.08.40). A propósito do calor e das praias é entrevistado um  nadador salvador que diz, com alguma esperança na voz, reveladora da sua vontade de acção: "esperemos que haja então o boom das pessoas e muitas ocorrências, em princípio". Logo de seguida a jornalista faz uma ligação a outro assunto com a expressão "boas notícias"... E quando eu pensava que tinha sido um engano na inserção das palavras que diziam respeito à notícia eis que a própria jornalista também diz que "os distritos de Leiria, Lisboa, Sines, Évora e Beja estão sob aviso amarelo". Devem ser mesmo efeitos do calor... 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pensamento do dia...

Percebemos o quão por baixo está a nossa vida social quando escrevemos na nossa agenda: "fazer sopa"...

Uma música improvável por aqui...

... mas que gosto de ouvir. E o vídeo está simples e muito bom.

O disparate deste dia da libertação

Mesmo com uma ressalva para o facto de não perceber bem o papel da tal "New Direction-The Foundation for European Reform", este artigo refere (muito bem) o que pensei ao ouvir aquela história de estarmos uma boa parte do ano a trabalhar para pagar impostos. Este fait-divers, poderia ser referido mas, desta forma, repetindo-o sem que se perceba as suas implicações, não é nada mais que um grande disparate.

terça-feira, 10 de junho de 2014

A conferir a 10 de Junho

"E tu, como chama?..." "E tu, como chama?..." "E tu, como chama?..."
"Vocês viram eles partirem para a corrida, viram?"

Estas frases pertencem a: 
1. um treinador de um clube de futebol das distritais 
2. uma criança de 3 anos 
3. um concorrente de um reality show em voga
4. um presidente de um país

É favor conferir aqui.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Com S. Jorge à frente?

Então em Portugal, um país com tantos santos de nomeada, não se arranja uma selecção deles para derrotar este "Kahwiri Kapam"

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Post ao gosto do PS na noite de 25 de Maio

(Imagem na net)

Ena!!!!!!!!!! Viva!!!! Viva!!!!!
Recebi uma mensagem a dizer que o "Dias Imperfeitos" está em 2.571.306º no ranking do Brasil!!!!