A loja dá corpo a um antigo negócio de família. Já o seu pai, antes dele, fora o responsável. Hoje, frente à montra, tirou o filho, ainda bebé, do seu carrinho e, enquanto com um dos braços o segurava, apontava com o outro os artigos expostos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Às vezes acontece
Mesmo não sendo o género de música que costumo ouvir esta caiu-me bem...
terça-feira, 28 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
"Mistérios da vida quotidiana tranquila"
A propósito do aniversário da minha filha C., esta semana, ofereci-lhe um belíssimo livro:
São 15 pequenas histórias de Shaun Tan com ilustrações magníficas. E é um repetente por aqui, no mesmo mês.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Antes de entrar num café tenha alguns cuidados
Por exemplo: não beba álcool, nem consuma Valium ou soníferos. E, digo eu, simpatizar com algumas figuras da História Mundial também não ajuda muito. Argumentar que não se lembra de nada poderá ser um sinal que a medicação que toma não está a resultar bem. Mas não me parece que possa servir de desculpa para um acto inqualificável como este, de alguém que era suposto ditar tendências.
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
"Quem vai à guerra"
Estreou no dia 16. Em Lisboa só no City Classic Alvalade.
domingo, 19 de junho de 2011
Solidão
Tinha perto de 80 anos. Da sua terra, no Minho, já só recordava que a tinha deixado há muito tempo. Estava em Lisboa há 60 anos. Tinha vindo servir. E tanto tinha servido que não tinha sobrado tempo para aprender a ler, a escrever, a ser. A família com que ainda sonhara não chegou a acontecer. Era aos filhos dos outros que lavava a roupa, que a passava. Era para eles que cozinhava. Mais tarde, quando o corpo deixou de colaborar neste jogo do faz de conta, a reforma. E ao rendimento miserável vinha agora juntar-se a enorme constatação de que estava só. No edifício onde vivia era a única moradora. Os outros tinham já morrido. Para chegar à sua casa, no último andar, passava por várias portas fechadas que nunca se abriam. Foi no Centro de Dia que encontrou alguma animação para os seus dias sempre iguais. Era lá que as tarde eram passadas. Com outros homens e mulheres, muitos igualmente sós, partilhava a dificuldade, cada vez maior, em manter a nitidez das suas lembranças. Um dia não foi. Ao segundo estranharam a sua ausência. Quando foram verificar encontraram-na. Tinha morrido na sua casa, depois de ter subido os degraus carcomidos uma última vez. A sua casa continua na mesma. Os sobrinhos, que não a viam há anos a mais, nada quiseram dos seus pertences. Coisas que a eles nada diziam. Nem as fotografias antigas onde a tia, em dias distantes de felicidade, sorria.
À memória da D. Aurora
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Quadras ao (des)gosto popular
Mesmo com algumas hesitações na gramática... e ao nível da entidade a quem se dirige a prece (Santo Antoninho ou FMI) o apelo vai no mesmo sentido.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Santo no top
Comerciantes e moradores em bairros históricos de Lisboa, quando questionados por um jornalista da rádio, afirmaram que, em termos de público, este foi o melhor "Santo António" dos últimos anos. Para o ano como será?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Perfeição
No aniversário do nascimento de Pessoa:
"Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugná-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é o desumano, porque o humano é imperfeito."
in Fernando Pessoa / Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Lisboa, Relógio d'Água, 2008, p. 288
sábado, 11 de junho de 2011
Delitos 1 a 7
Como me pediram (desculpem o atraso)... aí vai:
Museus
Professores e Mestres
Elas também foram à Guerra
Depois da morte, o ciberespaço
As promessas dos políticos: o exemplo que vem de Itália
Só um acrónimo infeliz...?
Socorro, tantas festas!
Museus
Professores e Mestres
Elas também foram à Guerra
Depois da morte, o ciberespaço
As promessas dos políticos: o exemplo que vem de Itália
Só um acrónimo infeliz...?
Socorro, tantas festas!
Comunidades Portuguesas
Não consta que em Los Angeles a comunidade portuguesa seja muito grande. Mas nela destaca-se o compositor Nuno Maló. É dele a banda sonora do filme "Amália", que não vi, à qual pertence este tema (aqui destacando-se o violoncelo de Tina Guo).
sexta-feira, 10 de junho de 2011
O escriturário, a criança, o mendigo, o palestrante, o homem/mulher e o revoltado
Quando, aos 14 anos, ouviu falar dele, Carlos Paulo procurou-o no "Martinho da Arcada". Foi um empregado que lhe explicou que ele tinha já morrido há muitos anos. Mas se a ele já não o encontrou, a procura nos alfarrabistas permitiu-lhe tomar contacto com alguns poetas que afinal eram um só homem de carne e osso. Naquela altura, na escola, só se falava da "Mensagem" mas uma professora tinha-o despertado para outros poetas, como Álvaro de Campos ou Ricardo Reis. E a partir do momento em que tomou contacto com Bernardo Soares nunca mais o seu livro, o do desassossego, deixou de fazer parte da sua vida.
Quando eu fiz o ensino secundário, Pessoa era já um autor que fazia parte do programa. Cada vez que líamos um novo poema dos seus heterónimos ficávamos com uma sensação de quem tinha acabado de crescer mais um bocadinho. E eu acho que era isso mesmo que acontecia. O "Livro do Desassossego" veio mais tarde. A dificuldade em ler um livro que não é um livro só aguça mais a nossa vontade de o ler mais e mais.
E agora quando, como sempre, o desassossego toma conta das nossas vidas, veio a peça de teatro. Estreada em 2001, e depois de muito percorrer o país, está novamente na Comuna, onde finalmente a vi. Carlos Paulo é intensamente cada uma das personagens. Ou serão elas que ali estão tal a cumplicidade que conseguimos sentir.
Mesmo sendo dois actores em palco ele está sozinho, como Bernardo Soares está sozinho ou como Fernando Pessoa está sozinho. E é sós que estão também as personagens interpretadas.
E nós, como ficamos nós no final da peça? Desassossegados será um lugar comum. Será. Mas é o próprio actor que o diz: "A minha esperança é que, no final de cada noite, alguém saia daqui diferente do que quando entrou; alguém saia daqui desassossegado para sempre..." E a verdade é que é através das reflexões daquelas personagens que percebemos que ainda não parámos de crescer, aos bocadinhos.
E nós, como ficamos nós no final da peça? Desassossegados será um lugar comum. Será. Mas é o próprio actor que o diz: "A minha esperança é que, no final de cada noite, alguém saia daqui diferente do que quando entrou; alguém saia daqui desassossegado para sempre..." E a verdade é que é através das reflexões daquelas personagens que percebemos que ainda não parámos de crescer, aos bocadinhos.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A lavagem do vidro
Eram dois trabalhadores. Lavavam o vidro do mupi na paragem do autocarro com uma diligência extrema. Aquele, certamente, ficou bem limpo. Na fotografia, a rapariga, vestida com um pequeno bikini, sorria-lhes.
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