terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As dificuldades de investigar a vida das figuras históricas

Na rádio, a entrevistada, historiadora, respondia, entusiasmada, às perguntas. Como se o Marquês de Fronteira ainda estivesse vivo, fez notar M. Disse-lhe que isso é normal pois quando algum historiador pesquisa e investiga muito sobre uma figura nota-se uma forte ligação e é como se essa pessoa estivesse presente. M., assumindo-se como historiadora dos One Direction, diz então que a sua pesquisa é muito mais difícil pois eles continuam vivos e acompanhá-los todos os dias é muito exigente.

M., 13 anos

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Um exemplo

Nunca concretizei a ideia que tive há anos atrás de fazer uma análise sociológica do conteúdo das letras de canções às quais, a partir de um êxito de Emanuel, se convencionou chamar "pimba". Muitas delas continham em si referências muito importantes para determinados grupos e eu, confesso, ainda hoje me lembro de bastantes. Quando alguém à minha volta fala deste tipo de canções há uma que dou sempre como exemplo: "Vem devagar emigrante", de Graciano Saga. Este era ainda autor de outros temas bastante representativos deste género.
Hoje soube que Graciano Saga se chamava afinal Alfredo Braga e que faleceu num dos últimos dias. A chamada música pimba nunca mais será a mesma.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pauta com pessoas

No meio de tanta coisa sem interesse que nos aparece via internet, às vezes encontramos umas pérolas.
É o caso desta fotografia, ou melhor, destas fotografias, tiradas em 1952 e cujo título é Boardwalk Sheet Music Montage. O autor é Harold Feinstein e a sua obra pode ser vista aqui. 



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A importância de uma guitarra

Dois rapazes conversam no metro. A um deles, que transporta consigo uma guitarra, o outro pergunta: 
- É pá, não é bué mau andar com isso? É que ainda é pesada.O outro responde:
- Não! Além disso as miúdas gostam bué! Então quando toco aquela seca do "Anda comigo ver os aviões"...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Esta vida não é para blogues

Abro a página e vejo que ele ainda aqui está. O meu "caderno de apontamentos electrónico". Mesmo votado ao abandono ele mantém-se tão acessível e disponível como no primeiro dia que resolvi dar-lhe vida.
Já vamos com um mês e meio deste ano, que ainda há bem pouco tempo era novo, e tantas coisas aconteceram entretanto. Tantos foram os assuntos que eu registei e que enchem o separador dos rascunhos... Alguns foram comentados por muitos. Outros ligam-se a aspectos mais particulares. Ficaram lá todos e ao olhar para eles agora percebo que, muitos, neste momento, dada a sua falta de actualidade, pouco sentido fazem.
Nestes meus dias imperfeitos a necessidade de fazer não me tem deixado tempo para reflectir. E o tempo do ócio é uma condição para essa reflexão e, sobretudo, para o seu registo. A questão principal é esta dificuldade em arranjar o tempo para estes "dias" e isso levou-me a pensar em desistir. 
Mas eu sinto-lhe a falta. E sinto a falta dos outros blogues que visitava e de que aprendi a gostar. 
Por tudo isto, mesmo tendo a sensação que esta vida que tenho não é para blogues, a minha vontade de recomeçar é grande. Será que vou conseguir?

sábado, 21 de dezembro de 2013

Uma das razões/poemas por que gosto de Arnaldo Antunes

Mesmo

eu em mim mesmo
esmo em marasmo
asma em miasma
eu em eu mesmo

eu em mim lesma
em mi mesmado
desorganismo
desabitado

in , Arnaldo Antunes, Álbum Nome, 1993

À atenção do Sr. Putin


A composição sobre o Natal

- Mãe, na semana passada, na escola, a professora de Português quis que fizéssemos uma composição sobre o Natal e sobre o consumismo e materialismo desta época. Todos disseram que o importante era a família e estarmos todos juntos. Mas na verdade estamos todos a pensar é nos presentes. Além de consumistas ainda somos mentirosos... E logo no Natal...

M., 13 anos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Às seis da tarde

Caminho por uma rua onde poucos caminham. Àquela hora os candeeiros estão já ligados e a sua luz bate no pavimento. Mas só parte dela. O resto é escondido pelas folhas das árvores que balouçam com o vento. Talvez por isso, porque o vento agita as folhas e a luz que entre elas passa, o chão que vou pisando agita-se também. Caminho, por isso, por esse caminho instável sem saber se o que piso é luz ou é penumbra. E, de repente, percebo que estou feliz.

Picus viridis


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Em resposta a uma pergunta de um jornalista

"Eu não tenho muito tempo para olhar para a janela"

Manoel de Oliveira no dia em que fez 105 anos de idade.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morreste-nos

Hesitei em escrever aqui alguma coisa sobre a morte de Mandela. Porque é esmagadora esta avalanche de tantas palavras, tantos testemunhos, tantas referências. Eu não saberia o que dizer. Mas, de repente, lembrei-me da palavra que dá título à obra de José Luís Peixoto (Morreste-me) e achei que poderia resumir o que fui lendo e ouvindo desde que ontem se conheceu a notícia.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Coisas inversamente proporcionais

O que aumenta: a idade, as rugas, a flacidez, a necessidade de usar cremes cada vez mais caros.
O que diminui: o dinheiro para os comprar.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Já está a fazer falta


Quando daqui a alguns anos passarmos por aquela rua vamos poder dizer: aqui havia um cinema.