sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estado de espírito para 2012

Um pessimista e um optimista conversam sobre a vida e as dificuldades do momento.
Diz o pessimista: 
- Isto bateu no fundo! Não há já mesmo nada a esperar. Pior que isto é impossível! Da maneira que estamos pior não pode ficar!
Responde o optimista:
- Ai pode, pode!

Um outro método

Há já algum tempo que não ia ao cinema. Hoje vi: "Um método perigoso". Não é um filme típico de Cronenberg  diz quem sabe. Não será. Mas muitos foram os motivos para ter gostado deste filme. A beleza das imagens, a reconstituição da época que me pareceu muito bem conseguida, a interpretação dos actores, numa pose muito teatral e sobretudo a hipótese de ficarmos a conhecer (para quem não se interessa tanto pelas coisas da psicologia) as ideias de Freud e de Jung, aquilo que os aproximava e afastava. Baseando-se no que realmente se terá passado, este filme lembra-nos as constantes partilhas entre o desenvolvimento da ciência e os contextos em que ela é produzida. E não nos deixa esquecer que os homens que lidam com sentimentos dificilmente deixam os seus próprios sentimentos de lado.

"Come on, get happy Cause nothing lasts forever"

Fez ontem 65 anos. Com uma vida tão cheia certamente não a esqueceremos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Além disso os EUA não são em África nem são o Brasil...

Hoje, logo pela manhã, mal liguei o computador, pensei que Passos Coelho me tivesse mandado um email. Era um convite para participar na lotaria oficial do green card dos Estados Unidos. Dizia "Viva e trabalhe nos EUA. 55,000 pessoas ganharão um green card para os EUA para a vida toda". "Inscrição fácil e assistência online a cada passo". Só depois percebi que era SPAM.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Desabafo

O que vale é que só teremos novamente um dia como este daqui a um ano!

Onde estavam vocês no Natal de 1984?

Ao longo deste dia ouvi várias vezes, na rádio, passarem esta canção. Também em programas de televisão ela apareceu como "a" canção de Natal, para várias pessoas. Eu lembro-me bem dela. Mas daí até destronar o Sinatra... Pelo sim, pelo não, podem ver o original, esta versão dos Clã, esta de David Fonseca, ou esta de Erlend Oye, dos Kings of Convenience:

Despedida de... (como hei-de chamar-lhes)... pré-procriadores?

Tínhamos a honeymoon. Agora temos o babymoon. Dizem os inventores da ideia que é uma despedida dos momentos a dois dirigidas aos futuros papás. Esta inclui sessões de massagens relaxantes. De acordo com a tradição cristã, há 2011 anos, um casal fez o mesmo mas o método escolhido foi a caminhada.

sábado, 24 de dezembro de 2011

É Dezembro, de certeza. Natal, hum...

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma questão de reputação

Embora sabendo nós que estas classificações valem o que valem é interessante perceber que este ano as boas notícias sucedem-se. E será que esta boa imagem da cidade, para quem está de fora, corresponde a uma percepção semelhante para os que cá estão? É que parecê-lo é importante. Mas sê-lo ainda é mais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um Natal pela metade


Desde que nasceram as minhas filhas que a época natalícia lá em casa começava quando, numa das primeiras noites de Dezembro, íamos até à Baixa de Lisboa ver as iluminações de Natal. Era apenas um pretexto. Lanchar, comprar castanhas assadas e comê-las enquanto passeávamos, víamos as montras e apreciávamos os efeitos das luzes era um ritual que já fazia parte das nossas vidas.
Este ano a crise interrompeu a tradição. Devido à necessidade de contenção de despesas a Câmara Municipal de Lisboa decidiu cortar nos gastos e não há iluminações. Algumas instalações de alguns artistas nas principais praças da cidade é o que nos lembra a época. Compreendo e aprovo esta decisão. Mas não posso deixar de sentir que o Natal em Lisboa não será a mesma coisa. Para quem, como eu, tem um défice de espírito natalício sair ao final da tarde do trabalho e passear por baixo das luzes era algo que gostava de fazer e que, de alguma forma, me aproximava mais de algo a que não atribuo grande importância.
E se, por exemplo, Fernão de Magalhães, na Praça do Chile, está muito bem protegido por centenas de chapéus de chuva coloridos, já quem percorre a R. Augusta e chega ao Arco encontra umas metades de árvores vermelhas que nos demonstram que, pelo menos este ano, é difícil termos um Natal inteiro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Miúdos

Têm cerca de 11 anos. Estão os dois sentados na rua, numa daquelas caixas de electricidade. O passeio não é largo e as suas pernas, que esticam à vez, quase parecem tocar os carros que passam. Riem. Têm um ar feliz. Estão de mãos dadas. 

Água mole em pedra dura...

Ora, cá está!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um título duvidoso

Para alguma coisa acabar com outra coisa não é suposto a segunda coisa existir? É que, pelo menos na parte que me toca, é uma questão que não se coloca há muito tempo...

Bicicleta a pilhas

O ciclista efectuava, com a sua bicicleta de plástico e metal, voltas e mais voltas. Enquanto as pilhas não se gastassem, o dono da loja iria continuar a pô-la em movimento. A música incorporada no brinquedo (o que mais afasta potenciais compradores), não parava, fazendo eco naquele túnel de acesso à estação dos comboios. A mulher estava encostada a uma parede. Os seus olhos não paravam de olhar o boneco. Não pareciam vê-lo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A bandeira

O local é o Centro Escolar Republicano Almirante Reis. Numa das paredes uma vitrina com uma bonita moldura castanha. Dentro dela uma bandeira, a bandeira portuguesa. Está gasta e as linhas utilizadas para bordar a esfera e o escudo estão a soltar-se do tecido, que por sua vez está a esboroar-se. As cores, que ocupam exactamente a mesma área e estão dispostas de forma oblíqua, estão já desbotadas. Uma bandeira cheia de história.

E mais qualquer coisa...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quem tem recursos... mete recursos

"Ora dá cá um 
A seguir dá outro
Depois dá mais um
Que só dois é pouco..."

Lembrei-me da canção do Herman a propósito desta notícia.              

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mais uma vez: "Sweetheart, you're so cruel"

O caso é sério. Mas apetece mesmo brincar.
Com o motivo, prosaico mas compreensível: o rapaz "estava «entediado com a namorada» pois «ela não era tão bonita como as raparigas que via no ginásio» e queria «livrar-se dela»"; 
com a capacidade de rivalizar com os melhores truques de escapismo de Houdini, da rapariga que "conseguiu abrir a caixa e sair da vala «com muita dificuldade»";
com a pressa e ansiedade demonstrada pelo criminoso que "duas semanas antes de tentar matar a namorada, ... mudou o seu status de «casado» para «solteiro» no Facebook"
e com a explicação do promotor que elucidou que «enterrar alguém vivo tem consequências que são conhecidas. Depois de pouco tempo a pessoa morre por falta de oxigénio".
 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Sweetheart, you're so cruel"

Numa altura em que Bono terá confessado algumas dúvidas em relação às suas capacidades vocais aqui está uma versão do meu agrado de "So cruel".

A espada e o escudo

O rapaz caminhava com as mãos nos bolsos, com um ar bastante decidido. Da mochila pendia o escudo. A espada tinha sido colocada transversalmente no topo. Eram de cartão mas a segurança que transmitiam fazia-nos imaginar que ele estava a regressar de um torneio medieval onde a sua agilidade com esses objectos lhe teria permitido alcançar o prémio da sobrevivência. Estaria ele disposto a contar as suas aventuras?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Em que estou a pensar...

A minha relação com o Facebook sempre foi de desconfiança. Não me perguntem porquê. É uma coisa instintiva. Lá tenho uma conta e alguns amigos. Mas para além de dizer que gosto de algumas coisas, comentar muito de vez em quando e mandar parabéns, pouco lhe ligo. Passam-se, aliás, muitos dias sem que lá vá espreitar. 
Não sou muito adepta das teorias da conspiração. Mas a minha postura em relação a quase tudo é acreditar que tudo é possível. Daí achar que a questão levantada por este rapaz pode fazer sentido.



Ah, quanto a este vídeo vi-o, pela primeira vez, no Facebook.